A busca por um sorriso saudável

Ortodontista Marco Antônio de Oliveira

A comunidade sugeriu e o Folha Z foi atrás da informação. Como manter um sorriso saudável e evitar as doenças bucais?  Quem nos auxiliou nessa missão foi o ortodontista Marco Antônio de Oliveira Filho (foto) que há mais de 18 anos se dedica ao ofício da odontologia.

As doenças bucais em sua grande maioria estão relacionadas com a falta de higiene básica da boca, ou seja, a má escovação e o uso irregular do fio dental. Segundo o doutor Marco Antônio as doenças bucais mais comuns são a cárie dentária, freqüente antes dos 30 anos, e a doença periodontal relacionada à gengiva e tecidos de sustentação, com maior incidência depois dos 30 anos de idade.

Parece óbvio, mas a melhor receita para se ter uma boca saudável é ainda a velha orientação que a maioria dos pais ensina aos filhos desde pequenos: Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia e não se esqueça de usar o fio dental menino!

“A finalidade da higienização bucal é remover placas bacterianas e evitar doenças como a cárie e o tártaro”, lembra o doutor Marco Antônio. Embora sejam doenças simples, se não forem tratadas com cautela podem levar a perca permanente dos dentes.

Nos últimos anos, um fator que contribui sensivelmente para a diminuição da incidência de cáries na população em geral foi à adição de flúor na água que abastece as grandes cidades. Foi uma medida simples que teve um impacto bastante positivo no que se refere à saúde bucal. “Tanto que a população que mora na zona rural e que não tem acesso a água tratada com flúor tem muito mais caries do que a população urbana”, afirma o doutor.

Doenças mais graves

Fique sempre alerta a alterações de cor e volume nos lábios e gengivas, eles podem sinalizar doenças bucais bem mais graves que as caries e tártaros anteriormente citados. O doutor Marco Antônio explica que os carcinomas, popularmente conhecido como câncer bucal, certamente são as doenças mais graves e podem até mesmo levar o paciente ao óbito se não detectados no início.

“Os lugares mais freqüentes são no lábio inferior, na região de gengiva e do retro molar, lá trás na boca. O público fumante e os alcoólatras têm uma maior pré-disposição para desenvolver esse tipo de doença”, alerta o dentista. A incidência constante de sol também pode influenciar no aparecimento do câncer bucal, portanto, protetor labial é um artigo de prevenção indispensável.

Visitas periódicas ao dentista é a melhor forma de se prevenir. Recomenda-se uma consulta de rotina a cada seis meses ou pelo menos uma ao ano.  Segundo o doutor Marco Antônio é importante que o paciente fique atento, o dentista deve examinar não só a região dentária, mas deve observar a gengiva, a língua, os lábios e toda mucosa bucal do paciente a fim de verificar alguma coloração ou volume diferente. “Os tumores em seu início podem parecer muito com aftas, portanto o paciente deve ficar alerta. Uma afta normalmente dura sete dias, no mais tardar 10 dias, caso essa afta não desapareça nesse período o paciente deve procurar ajuda imediatamente”, recomenda Marco.

A saúde bucal dos pequeninos

Perguntamos ao dentista se no caso das crianças a higienização bucal deve ser conduzida de forma diferente. “Para as crianças a orientação é a mesma que para os adultos, escovação e uso do fio dental diariamente.” Marco lembra que normalmente a pasta dental para crianças é aquela com sabor, o que torna a escovação mais atrativa aos pequeninos, mas deve-se usar pouca quantidade para evitar que a criança coma o produto.  “A pasta contém flúor e quando ingerido em excesso pode causar a fluorose, uma doença que acomete o esmalte dentário deixando manchas brancas no dente”, diz o dentista.

No caso dos bebês, a sugestão aos pais é que a primeira consulta ocorra entre os três e os nove meses de vida, quando começam a surgir os primeiros dentinhos, período que varia de criança pra criança. A consulta é importante para que os pais recebam orientação sobre a higienização correta da gengiva.

 

(Daniela Barbosa)