Alunos reivindicam reforma da quadra

Insatisfação geral dos alunos que usufruem da quadra

Há um ano e meio o Estado iniciou a tão esperada reforma do Colégio Estadual Deputado José de Assis, vulgo Zezão, localizado no Jardim América. Porém, a reforma não compreende a quadra de esportes, desagradando boa parte dos estudantes. Os alunos estão inconformados. As reclamações são muitas.

Ricardo Dionízio, de 19 anos, e Matheus Eduardo de 17, ambos do terceiro ano matutino, dizem estar indignados com o projeto. “Falta bom senso do governo. Reformam a escola e não arrumam a quadra de esportes. Como assim?”, questiona Dionízio. Matheus é um pouco mais sensato, mas reclama que quando chove ou quando a temperatura está muito quente os alunos não vão para a quadra e todos têm de ficar na sala de aula.

Desde sua fundação, em 18 de abril de 1977, a instituição passou apenas por reparos. Os banheiros dos estudantes estão depredados e a quadra de esportes não oferece condições adequadas de uso. Faltam alambrados, sistema de iluminação e não há cobertura na quadra, o que atrapalha as aulas. “Falta incentivo à prática do esporte”, reclama Matheus.

“Falta incentivo à prática do esporte”, reclama Matheus

As obras iniciaram há dois meses, e compreendem apenas a reforma da cobertura das salas, das instalações elétricas e hidráulicas, dos forros e da pintura. “A quadra está fora do projeto”, declara o mestre de obras Fábio José da Silva, responsável pela reforma do Zezão. Edna Melo, professora de Educação Física no colégio, concorda com os alunos Ricardo e Matheus. “Necessitamos urgente que a quadra seja reformada e coberta”, salienta.

O Estado irá gastar com a reforma do colégio R$ 675 mil. Segundo orçamento feito pela direção da escola, com R$ 20 mil da para cobrir e reformar a quadra. Enquanto isso não ocorre, o local que um dia cumpriu o papel a que se propôs a sua existência, hoje está abandonado e sem conservação. Tal situação acarreta insatisfação geral dos alunos que usufruem da quadra. Eles têm esperança que a área esportiva volte a ser priorizada e conservada pelos órgãos públicos.