Bombeiros continuam as buscas da garota desaparecida em Uruana

O Corpo de Bombeiro de Jaraguá, com apoio da equipe de busca com cães do Batalhão de Anápolis, foi acionado na noite do dia 19 para realizar buscas de uma criança de 10 anos supostamente assassinada em Uruana.

As guarnições efetuaram buscas em matas na região e locais informados pela Polícia Militar e Civil onde o autor havia informado que teria deixado o corpo, mas infelizmente até o momento nada foi encontrado. As guarnições de busca e salvamento e busca com cães estão atuando na região com o objetivo de encontrar a vítima desaparecida.

Mergulhadores de resgate, junto com agentes da Policia Civil, efetuaram buscas no Rio Uru e Rio Verde, percorrendo cerca de 20 quilômetros no rio, local onde o suposto autor do crime havia informado que teria jogado o corpo da criança em uma ponte. As buscas continuam na manhã desta terça-feira, dia 23.

Leia a matéria publicada no portal aredacao.com.br [Texto: Adriana Marinelli]

Entenda o caso
O crime que chocou e revoltou os moradores do município aconteceu na quinta-feira (18/10), depois que Gabrielly saiu da casa da avó com uma cadelinha. De acordo com a polícia, a mãe da menina não aceitava o animal em casa e, por esse motivo, Gabrielly tentava arrumar outro dono para o animal.

Foi nesse momento que o suspeito, Carlos José, teria levado Gabrielly para a casa dele e cometido o crime. “Ele alega que matou a menina com duas facadas no peito, mas que não esquartejou o corpo”, conta o delegado. A suspeita é que o autor tenha abusado sexualmente da vítima antes de matá-la, já que ele teria estuprado uma garota de 12 anos em 1986 em Araguapaz (GO).

“Questionado sobre uma possível violência sexual, ele nega. Garante que não abusou sexualmente da garota, mas não revela o que motivou fato. Alguns preservativos foram encontrados ao lado de um colchão em um matagal da cidade, mas ele garante que não eram dele”, acrescenta o delegado.

Segundo o suspeito, depois de matar Gabrielly, ele teria levado o corpo para um matagal, também em Uruana (GO). “Essa é apenas uma das versões apresentadas por ele, não podemos confiar. Em outro momento, ele, sempre muito frio, alegou que o corpo foi jogado em um rio, entre Uruana e Carmo do Rio Verde. O fato é que ainda não localizamos o corpo, pode até ser que ele esteja em outro lugar e não nos que já foram apontados”, afirma.

Violência sexual
Após o fato, levantou-se a suspeita de que a filha de Carlos José, que seria colega de escola de Gabrielly, também sofria abusos sexuais. O caso também será investigado. “Isso começou com boatos na cidade, mas não podemos descartar essa possibilidade”, conclui Alexandre.