Bruno pede perdão. Desta vez a culpa não é do Marrone

Patinho feio da dupla, o instrumentista retribuiu apoio que recebera do amigo no passado. A vida é assim

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Bruno bebeu demais no último sábado em Patos de Minas (MG) | Foto: Reprodução

Bruno bebeu demais no último sábado em Patos de Minas (MG) | Foto: Reprodução

Quem acompanha de perto a carreira da dupla Bruno & Marrone se acostumou com as crises provocadas pelo homem da segunda voz, ou quase isso. Desta vez, entretanto, o estrago foi feito e assumido pelo cantor. Bebeu demais no último sábado em Patos de Minas (MG), misturou álcool com remédio e fez um papelão no show, registrado por dezenas de vídeos nas redes sociais. Pedir perdão aos fãs foi a única saída diante da repercussão negativa. Marrone suspirou aliviado: a sua parte do palco não suportaria uma nova polêmica de natural abalo na imagem da dupla. O patinho feio, ao contrário, passou da condição de peso para escora no turbilhão de críticas dos últimos dias.

Marrone amadureceu e hoje está suficientemente preparado para retribuir o apoio que o parceiro lhe deu no passado. Nos vídeos é fácil perceber o quanto Bruno atormentava  o companheiro – típicas brincadeiras sem graça de bêbado – mas nada que abalasse o profissionalismo de Marrone. Ele aguentou as pontas, recordando o período em que Bruno foi obrigado a se apresentar sozinho em função de seus excessos. De queda de helicóptero a passagem em delegacia por perturbação ao sossego público, Marrone já aprontou de tudo um pouco. Apesar de pressões internas e externas, a dupla permaneceu sólida  com 31 anos de carreira e 15 milhões de discos vendidos.

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O instrumentista tem agora um segundo desafio: tirar o copo de uísque das mãos do parceiro durante as apresentações. No vídeo de desculpas gravado por Bruno, ele declara que “sempre foi muito forte para beber”. Isso é balela, recorrente em cantores sertanejos antigos como Leonardo e Eduardo Costa. Mais cedo ou mais tarde, associado ou não a remédios, o álcool vai proporcionar momentos constrangedores a quem estiver no palco. Isso é fato. Que o episódio ocorrido em Patos de Minas sirva de lição para os milhares de cantores espalhados pelo país. A exposição negativa hoje em dia é cruel. Um show lotado, perfeito, não tem repercussão. Basta uma dose para o mundo desmoronar em minutos.

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