Carlos Alberto Torres: Capitão sem papa na língua

Comandante do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, o ex-lateral Carlos Alberto Torres morreu aos 72 anos nesta terça-feira (25)

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Capitão do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, o ex-lateral Carlos Alberto Torres morreu aos 72 anos nesta terça-feira (25) | Foto: Reprodução

Capitão do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, o ex-lateral Carlos Alberto Torres morreu aos 72 anos nesta terça-feira (25) | Foto: Reprodução

Capitão sem papa na língua

Poucos jogadores conseguiram transferir do campo e do banco de reservas a qualidade e a segurança para comentar futebol. Um deles foi, sem dúvida, o grande capitão do tri em 1970 Carlos Alberto Torres, que faleceu de infarto fulminante na manhã de hoje, no Rio de Janeiro. Um dos maiores laterais de todos os tempos, o “capita” dava show nos comentários no SporTV, sempre após as rodadas, por não compactuar com mesmice e boleiragem por parte dos jogadores. Astros de maior grandeza, como Pelé, não conseguiram alcançar essa façanha.

A mesma inteligência para ocupar espaço no gramado, transformando o defensor em atacante, Carlos Alberto Torres repetiu no microfone. Certa vez deixou nas entrelinhas que um zagueiro era limitado chamando-o de sonhador. “Um dia ele acorda pra realidade”, emendou. Por essas e outras o “capita” era venerado pelos demais comentaristas, que o aplaudiam sempre que possível. O futebol ficou bem mais pobre sem Carlos Alberto Torres, 72 anos, um dos protagonistas da maior seleção da história.

Renan e Carmen: faz-de-conta

Quem conhece os bastidores da relação entre Senado da República e Supremo Tribunal Federal (STF) sabe que a troca de farpas entre Renan Calheiros e Carmen Lúcia é só pra inglês ver. Ambos endureceram a voz apenas para proteger os telhados de vidro que comandam. Renan teme pela Polícia Federal em sua porta, assim como outros senadores, e Carmen luta pelo pouco que ainda resta de dignidade entre os magistrados no país. Uma disputa sem vencedores, como se vê.

LEIA MAIS: UFG é ocupada por estudantes e trabalhadores contra cortes na educação

Mesmice eleitoral na tevê 

Enquanto os programas eleitorais de Iris Rezende e Vanderlan Cardoso procuram ser propositivos, o universo das pílulas no intervalo do rádio e da tevê é de uma baixaria só. E a mais inócua das críticas, até o momento, diz respeito ao património do peemedebista. Esse tema é levantado desde 1998, passando por 2002, 2004, 2008, 2010, 2014 e agora novamente. A fortuna de Iris já se tornou folclórica em Goiás e sua influência é praticamente zero na cabeça do eleitor. Como bom milionário, Vanderlan mostra contradição ao atacar o adversário no quesito patrimônio.

Acompanhe o Folha Z no Facebook, Instagram e Twitter