Como cuidar de um cachorro deficiente (cego, surdo etc.)?

Cães podem sofrer acidentes ou ser acometidos por doenças que os comprometam de alguma forma

Cuidar de um cachorro cego não é tarefa fácil, mas dicas podem ajudar muito | Foto: Reprodução

Cuidar de um cachorro cego não é tarefa fácil, mas dicas podem ajudar muito | Foto: Reprodução

Cães podem sofrer acidentes ou ser acometidos por doenças que os comprometam de alguma forma. Porém, a sua alegria e a capacidade de aprender não são afetadas. Por isso, é importante que os estímulos físicos e mentais continuem acontecendo para promover uma melhor qualidade de vida para estes animais.

O primeiro passo é compreender as deficiências e limitações de cada indivíduo. A partir daí, devemos explorar e estimular os demais sentidos intactos, que são capazes de compensar a deficiência e promover incríveis adaptações à nova realidade.

Os cães que já nasceram com alguma privação apresentam uma plasticidade incrível para compensar a deficiência e, normalmente, não apresentam inseguranças ou medos relacionados a tal limitação.

Já cães que adquiriram a deficiência ao longo da vida podem apresentar insegurança à nova condição. Por este motivo, é preciso compreender e ter paciência para entendê-los, além de apoiá-los e encorajá-los para que vençam os desafios que virão.

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Cães surdos podem ter vidas normais | Foto: Reprodução

Cães surdos podem ter vidas normais | Foto: Reprodução

Deficiência auditiva

O adestramento de cães surdos deve explorar o sentido da visão. Estabeleça gestos que indiquem aprovação, desaprovação e comandos. Procure ser fiel ao máximo aos gestos em cada situação para facilitar a compreensão e o aprendizado dos cães.

Outros indicadores que complementam o gestual são as expressões faciais. Os cães são bons leitores dessas expressões, o que facilita a comunicação com o dono.

Para cães surdos, os estímulos olfativos se tornam interessantes e podem ser utilizados em brincadeiras que garantem diversão e bem-estar, e auxiliar no reconhecimento de locais, como a caminha e os mais diversos ambientes.

Deficiência visual

Para cães cegos devemos explorar os sentidos auditivos, o tato e o olfato. Os cães cegos utilizam o tom de voz para compreender o que seu tutor está querendo transmitir.

Procure exagerar e acentuar as diferenças nos tons de voz, pois isso facilitará a compreensão e melhorará a comunicação entre vocês.

Pisos com texturas diferentes (passarelas e tapetes) auxiliam na localização do animal e podem indicar caminhos e ambientes que são facilmente reconhecidos por eles. Da mesma forma, os cheiros podem ser indicativos de locais e situações que os auxiliam na compreensão da rotina e dos espaços.

Outra dica importante é manter os móveis, a comida, a água, o banheiro e a caminha sempre nos mesmos lugares para evitar que as mudanças dos mesmos confundam ou dificultem a localização dos pequenos.

Outro cuidado é proteger cantos de móveis e obstáculos fixos com material macio para que os cães não se machuquem.

Deficiências físicas

Cães que apresentam ausência de membros têm grande capacidade de adaptação. Além disso, podemos promover melhoramentos em prol de sua locomoção.

Procure otimizar o ambiente, facilitando a acessibilidade do cão a todas as áreas, retirando objetos e obstáculos que dificultem a mobilidade e a locomoção dos animais deficientes.

Sociabilização

É importante dar continuidade à sociabilização, sempre apresentando estímulos e situações de forma gradativa e positiva para que o cão aprenda a lidar melhor com a nova condição física.

Promova a previsibilidade aos animais que apresentam deficiência. Evite mudanças drásticas na rotina e de objetos na casa, facilitando o aprendizado e a adaptação dele.

Desta forma, evitamos que o animal se confunda e tenha que se adaptar novamente.
Os cães têm uma capacidade incrível para isso. Devemos aprender muito com eles!

Frente as dificuldades ou limitações físicas, quando estimulados, os cães podem alcançar façanhas excepcionais, sempre com muita alegria e carisma. Se permita aprender com estes pequenos também.

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