O que o presidente do sindicato varejista goiano tem a dizer sobre os empresários brasileiros

"BASTA! Está na hora de falarmos NÃO!"

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Goiás, José Carlos Palma Ribeiro | Foto: Guilherme Coelho

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Goiás, José Carlos Palma Ribeiro | Foto: Guilherme Coelho

Por José Carlos Palma

Empreender neste país exige muito mais que esforço e dedicação. Se por um lado o sucesso do negócio depende de conhecimento e habilidades do administrador, por outro, depende das condições do mercado e do cumprimento da legislação.

Aquele que resolve ter uma empresa e constituir CNPJ torna-se alvo fácil. É o que ilustra a capa da edição de junho da revista do Sindilojas, quando traz o caixa de nossas empresas como alvo da falta de segurança, de órgãos públicos, políticos que criam leis eleitoreiras e que resultam em despesas disfarçadas de benefícios ao consumidor, entre outros aspectos.

Cumprimentar com o chapéu alheio é conveniente! Isso não é defender o consumidor ou o trabalhador, pelo contrário, é oportunismo de falsos paladinos. Dessa forma os votos são garantidos e o próprio emprego mantido. Mas alguém deve pagar a conta e normalmente somos nós, setor produtivo.

Não queremos arcar também com a imagem negativa carregada pela expressão “empresário”, nomenclatura que ganhou tom pejorativo devido às últimas denúncias de corrupção em nosso país. Essa imagem negativa não reflete a realidade daquele que trabalha diariamente para honrar seus compromissos. Voltemos a ser comerciantes, que significa “aquele que tem no comércio a sua profissão habitual”.

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Já aqueles que ligaram o “dane-se” para a formalidade, órgãos públicos e autoridades, de uma forma desleal estão conseguindo vender mais barato, retirar nossos clientes e empregados porque podem pagar mais, já que não possuem encargos trabalhistas e ainda se isentam de despesas, responsabilidades e obrigações municipais, estaduais ou federais que são jogadas nas costas de quem fomenta a economia gerando emprego, renda e arrecadação.

Ou aprendemos a nos unir e não aceitar essas condições ou continuaremos à mercê de informais que enchem as calçadas e desconfiguram as portas, vitrines e fachadas de nossas lojas.

BASTA! Está na hora de falarmos NÃO! E a maneira  mais adequada é por meio da união e da força de quem o representa. Fortaleça o seu sindicato, deixe de ser alvo fácil de inseguranças, injustiças e não pague mais essa conta sem reclamar daqui para frente. Junte-se a nós.

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