Demóstenes insiste em dizer que não sabia de atividades ilegais de Cachoeira

Demóstenes negou envolvimento com bicheiro, em depoimento, ao lado de advogado (Foto: Agência Senado)

O senador Demóstenes Torres (sem partido) quebrou o silêncio de três meses, após a deflagração da operação Monte Carlo, mas não convenceu.

Ele prestou depoimento nesta terça-feira (29) no Conselho de Ética do Senado e reafirmou não saber das atividades ilegais do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal.Demóstenes também admitiu ter um celular Nextel, pago por Cachoeira, mas disse não ver problema em utilizar o aparelho. Ele insistiu na tese de que os diálogos interceptados pela Polícia Federal foram divulgados fora de contexto e disse estar sendo “vítima” de uma conspiração para “destruir” um parlamentar.

“Vivo o pior momento de minha vida. Jamais imaginei passar por uma situação como esta. Depressão, remédios para dormir, fuga dos amigos e uma campanha sistemática, a mais orquestrada da história do Brasil”, argumentou, no início do depoimento.

“Que lobista sou eu que nunca procurei nenhum colega para discutir sobre legalização de jogos de azar? Tenho que ser julgado pelo que fiz e não pelo que falei que iria fazer”, se defendeu ainda.