Histórias da torcida rubro-negra

 

Rodolfo ao lado da exposição de camisas que ele ajudou a montar

No dia em que o Atlético fez a festa para comemorar seus 75 anos de vida, vários torcedores, de todas as idades e classes sociais, compareceram ao Estádio Antônio Accioly. Muitos destes apaixonados pelo time, relembraram os bons momentos do clube ao longo de sua existência e contaram um pouco da história de amor e carinho que sentem pelo Dragão campineiro.

Um desses aficcionados que esteve presente e participou de forma direta das festividades, é o representante comercial Rodolfo Silveira Morais. Nascido em Campinas, ele possui um verdadeiro acervo de uniformes do rubro-negro, com cerca de 50 camisas. “A primeira camisa da coleção eu consegui em 1986 e tenho ela até hoje”, conta Rodolfo, que cedeu sete de suas raridades para a exposição de ítens históricos na festa de domingo.

O colecionador disse que já chegou a oferecer a quantia de mil reais por peças que ele ainda não tinha. Perguntado se ele tem noção do valor material de que sua coleção possui e se gostaria de vendê-la, Rodolfo é enfático. “Isso aqui não tem preço. Não tenho interesse nenhum em me desfazer de nada. É tudo muito importante para mim”, confessa.

Presença assídua em todos os jogos do Atlético em Goiânia e na maioria das partidas fora do Estado – faz questão de comprovar mostrando a coleção de ingressos -, Rodolfo afirma que o atacante Valdeir, ídolo rubro-negro da década de 1980, foi o melhor jogador que ele já viu vestindo a camisa do clube.

Como jogo inesquecível, o torcedor lembra com alegria e saudosismo da vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras, pela Copa do Brasil de 2010, que garantiu o Dragão nas semifinais da competição. “Foi sensasional, principalmente a atauação do Márcio, que fez um gol de pênalti e defendeu três cobranças do Palmeiras”.

50 anos de paixão
Outro torcedor que foi ao Accioly e acompanha o Dragão a pelo menos meio século, é o senhor Luiz Miguel Arcanjo, de 84 anos. Apaixonado pelo rubro-negro, seu Luiz passou seu amor pelo time por gerações. “Tenho cinco filhos, 11 netos e um bisneto, todos eles atleticanos”, conta com orgulho.

Ele disse que acredita piamente na conquista do tricampeonato goiano. “Acho que vamos ser campeões”, prevê o fã do goleiro Márcio e dos meias Bida e Elias. Seu Luiz ainda fez elogios a direção do clube. “É a melhor diretoria que o Atlético já teve na história. Tirar o clube do nada e colocar onde está hoje não é para qualquer um”, completa.

O técnico em informática André Luiz de Paiva também partilha da mesma opinião. Membro da Torcida Dragões Atleticanos, o jovem de 22 anos, pensa que jamais uma diretoria fará um trabalho tão bom dirigindo o Atlético. “Não tenho nem o que falar do pessoal que administra o time. Vão ser lembrados sempre como aqueles que evitaram que o Dragão acabasse”, elogia.

Filho de pai fanático, André acompanha a locomotiva rubro-negra desde 1993, quando começou a frequentar os jogos. Ele acredita que em 2012, o mais querido dos goianos possa fazer uma campanha ainda melhor que no ano passado. “Bons reforços chegaram e mantemos uma base. A expectativa é de conquistar o tri do Goianão e ficar entre os dez do Brasileirão”, espera.

Sílvio Túlio (ACG)