Moradores pedem cobertura para feira no Parque Amazônia

Segundos os feirantes, quando chove a feira acaba

Maior conforto aos fregueses e menos transtornos aos feirantes. Este é o intuito desejado pelo presidente da Associação de Moradores do Parque Amazônia, Célio de Carvalho Silva, ao requerer à prefeitura de Goiânia a construção de uma cobertura para as feiras realizadas no bairro, ao lado da Praça Senador José Rodrigues de Morais Filho, conhecida como Praça da Feira.

“Quando chove, a reclamação é geral, tanto dos feirantes quanto dos clientes”, afirma. Por chover demais na região, a cobertura na parte asfaltada onde são realizadas a feira livre, nas manhãs de quarta, e a feira especial, no sábado à tarde, tornaria o comércio de frutas, verduras, roupas, artesanato e alimentação mais confortável.

Célio Silva destaca que a cobertura – que deveria ser construída no local como a do Cepal do Jardim América – é uma grande necessidade, desejada por muitos moradores que frequentam as feiras, principalmente a feira especial, que ocorre aos sábados. “Quando chove a feira acaba e é aquela correria. O vento derruba as barracas e molha as mercadorias e os clientes vão embora”, conta ao lembrar que as chuvas têm sido tão fortes na região que até mesmo um raio já caiu sobre a feira. “Uma pessoa teve queimaduras, mas graças a Deus não aconteceu nada mais grave”, falou.

Segundo Célio, a feira livre das quartas-feiras é realizada no local há mais de 20 anos e a especial há mais de 10. “São feiras já famosas e muito frequentadas, que precisam desta proteção”, ressalta.

O presidente da associação de moradores do Parque Amazônia conta que já fez o pedido da cobertura para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedem) da Prefeitura, responsável pelas feiras de Goiânia, há três anos, sem sucesso. “O pessoal da Sedem já esteve no local da feira, fizeram medições e nos informaram que existe um projeto, mas até hoje nada foi feito”.

Cômodo

O feirante Ronaldo Denner Pereira, de 40 anos, que vende roupas na feira livre há quatro anos diz que a cobertura tornaria muito mais cômodo o seu trabalho. “Eu já tenho todo um esquema com plástico para proteger a barraca da chuva, mas se houvesse a cobertura tudo seria mais fácil”, observa.

Freguesa das duas feiras há bastante tempo, Valéria Cristina Silva, de 35 anos, também acha a cobertura extremamente necessária. “É um conforto para todos, clientes e feirantes. A chuva atrapalha muito, principalmente a feira do sábado, quando as pessoas sentam para lanchar”, diz. Roseli Ambrósio Severino, de 56 anos, concorda com Valéria. “Quando chove eu acabo deixando de vir à feira. Uma cobertura aqui seria ótimo”, declara.

Camila Blumenschein