Cerca de 100 pessoas se abrigam debaixo de árvores após desocupação

"Nós quereremos uma solução porque estamos aqui debaixo de chuva, do sol e tudo mais", disse um ocupante

Após desocupação, ocupantes tentam se abrigar debaixo de árvores em parque municipal no Parque Atheneu| Foto: Eduardo Marques/Folha Z

Após desocupação, ocupantes tentam se abrigar debaixo de árvores em parque municipal no Parque Atheneu| Foto: Eduardo Marques/Folha Z

Com a desocupação de cerca de 60 famílias em uma área pública no Parque Atheneu, Região Sudeste de Goiânia, na última terça-feira, 10, aproximadamente 140 pessoas tiveram as suas casas incendiadas e destruídas. A ação foi comandada pela Prefeitura de Goiânia.

Devido à falta de abrigo, os ocupantes estão, desde o dia da desocupação, no Parque Municipal Carmo Bernardes, em frente à antiga área habitada. Expostos a todo tipo de perigo, crianças, idosos, jovens e adultos sofrem com a falta de assistência da Prefeitura.

Ao Folha Z, moradores desabrigados reclamam do descaso do Governo. “Nós quereremos uma solução, porque estamos aqui debaixo de chuva, do sol e tudo mais. Pedimos por favor para que alguém nos ajude. Temos crianças que sofrem com a falta de assistência”, reclama um ocupante, que não quis se identificar. “Passamos por essas dificuldades porque não temos casas”, afirmou outro.

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Moradores ficam sem abrigo após desocupação| Foto: Eduardo Marques/Folha Z

Moradores ficam sem abrigo após desocupação| Foto: Eduardo Marques/Folha Z

Respostas

Perguntada sobre quais seriam as próximas ações da pasta, a Secretaria Municipal de Assistência Municipal (Semas) informou que “todas as demais ações são de responsabilidade e execução da Secretaria de Planejamento e Habitação [Seplanh]”.

Após desocupação, máquina nivela terreno| Foto: Eduardo Marques/Folha Z

Após desocupação, máquina nivela terreno| Foto: Eduardo Marques/Folha Z

Procurada, a Seplanh afirmou que “cumpriu a desobstrução que foi acompanhada pela Semas” e que o levantamento e encaminhamento das famílias era de responsabilidade da assistência social. A Secretaria também confirmou que a área está sendo monitorada “para evitar que as famílias voltem”.

Apesar dessa falta de ajuda da Prefeitura, uma Organização Não – Governamental (ONG) distribuiu comida, brinquedos, produtos de higiene e beleza a eles.

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