Caminhoneiros protestam contra alto preço do combustível em Goiânia

Bloqueio em protesto de caminhoneiros na BR-364, em Jataí. | Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação
Bloqueio em protesto de caminhoneiros na BR-364, em Jataí. | Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Caminhoneiros deflagraram na manhã desta segunda feira, 21, uma série de protestos e bloqueio de distribuídoras de combustíves em Goiás.

As manifestações ocorreram em rodovias federais no sul e sudeste do Estado, além do entorno do Distrito Federal.

Já o bloqueio de distribuídoras se concentram em Goiânia e Senador Canedo. As ações da categoria ocorrem a nível nacional.

O movimento exige a criação de um piso salarial para o frete pego por empresas, além de se posicionar contra o recorrente aumento do preço do óleo diesel.

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Ao menos oito rodoviais federais registraram bloqueio em razão dos protestos iniciados na manhã desta segunda. A BR 153, em Itumbiara, segue com protestos.

Na região próxima a Brasília, as rodovias com registros de protestos incluem a BR-020, em Formosa, a BR-050, em Cristalina, e BR-040, em Luziânia.

Também houve protestos nas BR-158, em Caiapôni, BR-364, em Mineiros,BR-364, em Jataí, e BR-050, em Catalão, entre outras.

As manifestações seguem pacíficas, sem registro de conflitos, até o momento.

Caminhoneiros realizam bloqueios em protesto na BR-050, em Cristalina | Foto: Reprodução/ PRF

Bloqueios

Relatos de testemunhas explicam que dezenas de caminhoneiros aderiram ao movimento após passarem pelos pontos de protesto e bloqueio.

Também nesta manhã , diversos motoristas de caminhão se posicionaram em frente ao portão da distribuídora do setor Jardim Novo Mundo.

O bloqueio impede a circulação de caminhões que transportam milhões de litros de combustíveis responsáveis por abastecer as redes do mercado.

O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Goiás (Sindtac), abriu uma excessão, porém, no final desta manhã, e permitiu a entrada de 100 caminhões no estabelecimento.

O bloqueio continua, até o fechamento desta reportagem.

A perspectiva é de que os atos continuem até que medidas em prol das demandas da categoria sejam atendidas.

 BR-050, em Catalão, com registro de caminhoneiros em protesto | Foto: Divulgação/PRF
BR-050, em Catalão, com registro de caminhoneiros em protesto | Foto: Divulgação/PRF

Reivindicações
A classe de trabalhadores se manifesta pela aprovação da Projeto de Lei 528, de 2015, que determina uma quantia mínima a ser paga pelo frete.

Após aprovação da redação final, o projeto se encontra na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados desde outubro de 2017.

Segundo o Sindtac, a ideia é que haja uma tabala compensatória, com valores definidos com base na proporção entre km rodado e excedente de peso.

Disparada do diesel e petróleo

Além disso, a categoria reclama dos sucessivos aumentos do diesel.

Na última sexta-feira, 18, a Petrobrás anunciou a elevaçãos dos preços de Diesel em 0,80% e os da gasolina em 1,34%.

A decisão passou a valer a partir do dia seguinte, no sábado, 19. Foi o quinto o reajuste do valor diário seguido.

No acumulado da última semana, houve um aumento de 5,98% no preço do diesel, e 6,98% no da gasolina.

Cabe aos postos de gasolina a decisão de repassar ou não aos clientes as taxas de combustíveis cobradas pela Petrobrás.

A escalada dos preços está em sintonia com as elevações que vem ocorrendo no mercado internacional do petróleo.

No Brasil, as recorrentes altas do preço também se explica pelo formato adotado pela estatal em julho do ano passado, o qual permite que os reajustes possam ocorrer diariamente.

Nota de apoio aos caminhoneiros
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto) emitiu uma nota de apoio aos manifestantes.

“O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto) vem, por meio desta, manifestar apoio, desde que dentro dos limites da lei, ao movimento organizado por caminhoneiros, na manhã desta segunda-feira (21), por diversas regiões do Brasil, em protesto contra a política da Petrobras de constantes aumentos nos preços dos combustíveis.

Ainda que os postos de combustíveis sejam diretamente afetados pela mobilização, já que sofrem com o desabastecimento, o Sindiposto compartilha da opinião de que a desenfreada alta no combustível afeta toda a cadeia de distribuição e revenda.

Além disso, o alto valor dos combustíveis reflete em praticamente todos os serviços e produtos, que chegam mais caros ao consumidor final.”

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