Celular é uma fonte de contaminação: o que fazer para evitar

Para infectologista de Goiânia, o aparelho celular e o sapato são fontes iguais de bactérias e vírus, inclusive da H1N1

Celular é uma fonte de contaminação tão perigosa quanto uma nota de R$ 2 | Foto: Pixabay

Celular é uma fonte de contaminação tão perigosa quanto uma nota de R$ 2 | Foto: Pixabay

Já parou para pensar na quantidade de bactérias e vírus perigosos que você carrega no bolso diariamente?

Ela pode ser maior ainda do que você imagina. Tudo por conta de uma silenciosa ameaça: o aparelho celular.

De acordo com estudos e especialistas, o celular é uma fonte de contaminação que não pode ser desconsiderada.

É o que aponta, por exemplo, um estudo feito pelo Centro Universitário UniMetrocamp, de Campinas (SP).

Os resultados apontam a presença de até 23 mil fungos e bactérias que podem provocar doenças.

Esse problemas vão de micoses, conjuntivite e intoxicações alimentares até infecções respiratórias e urinárias.

Para combater esse perigo iminente, a pesquisa concluiu que a limpeza rotineira dos aparelhos é a única solução.

Para médico de Goiânia, celular carrega tantas bactérias quanto a sola de um sapato | Foto: Divulgação

Para médico de Goiânia, celular carrega tantas bactérias quanto a sola de um sapato | Foto: Divulgação

O que pensa a medicina?

O médico infectologista e professor da residência do Hospital de Doenças Tropicais (HDT) de Goiânia, Alexandre Costa, pensa de maneira semelhante.

Segundo ele, o celular tem um nível de contaminação comparável ao das cédulas de real.

“Você põe o aparelho no ouvido, próximo à boca, tudo isso depois manuseá-lo com a mão com que acabou de pegar na maçaneta, no corrimão ou na mão de outras pessoas”, disse.

O médico, que atende no Instituto do Rim e no Hospital Neurológico, em Goiânia, explica que o celular é um mecanismo perfeito para carregar bactérias, das simples e até as mais graves.

De acordo com Alexandre, esse pode ser o caso de infecções transmitidas pelo contato da pele e até mesmo de contágio respiratório, como o vírus H1N1.

“Não existe a preocupação de manter o celular limpo do mesmo jeito com que todos se preocupam em relação ao uso do transporte coletivo, por exemplo”, alerta.

O médico afirma que um celular tende a ter, no mínimo, a mesma contaminação que a sola do sapato que você está usando nesse momento.

“O celular está em contato direto com as mãos e tudo o que você manuseia”, explica.

Dica é higienizar o celular com frequência | Foto: Reprodução

Dica é higienizar o celular com frequência | Foto: Reprodução

Mas o que fazer? 

Para o médico, a melhor solução é criar uma rotina de desinfecção do celular.

Segundo Alexandre Costa, o ideal é limpar o aparelho diariamente, inclusive com o uso de álcool gel.

“Hoje em dia, a maioria dos celulares são equipados com películas e capas que protegem os componentes eletrônicos do celular, de forma que não há preocupação em relação à aplicação do álcool”, diz.

Para ele, a limpeza deveria ser feita todas as vezes em que o usuário lavar as mãos ou limpá-las com álcool gel. Caso contrário, é menos efetiva.

“Eu, que sou infectologista, faço uma vez por dia, mas deveria fazer muito mais”, conta.

Crianças estão expostas a grandes riscos quando manipulam aparelhos celulares | Foto: Unsplashed

Crianças estão expostas a grandes riscos quando manipulam aparelhos celulares | Foto: Unsplashed

E a contaminação das crianças?

Outro problema sério é o uso de celular por crianças muito jovens. De acordo com o médico, ele deve ser extremamente limitado.

“Celular em mão de criança muito pequena é perigoso, principalmente porque ela põe na boca”, diz Alexandre.

Mas, caso os pais decidam permitir que a criança faça uso do aparelho, o médico recomenda que ele seja entregue já limpo.

Onde buscar atendimento em Goiânia?

O médico infectologista é o mais preparado para lidar com doenças infecciosas, explica Alexandre Costa.

É ele quem apoia o pneumologista, o urologista, o dermatologista e até o dentista nos casos em que é necessário o conhecimento mais especializado no tema.

Em Goiânia, o HDT (Hospital de Doenças Tropicais) é referência nesse tipo de enfermidade.

—————————————————

Quer receber mais dicas sobre saúde?

Mande uma mensagem para o Whatsapp do Folha Z e se cadastre para ter as notícias direto do seu celular!

É só adicionar o telefone do jornal à sua agenda e mandar o seu nome e a seguinte mensagem: “quero notícias de saúde”.