Estudantes de Medicina do Espírito Santo baixam as calças em foto ofensiva às mulheres, mas não se arrependem

O Folha Z repudia uma atitude tão infantil da parte de jovens que, num futuro próximo, serão trabalhadores de uma profissão tão nobre e delicada como a medicina

Estudantes de medicina tiraram fotos ofensivas para álbum de formatura | Foto: Reprodução/Instagram

Estudantes de medicina tiraram fotos ofensivas para álbum de formatura | Foto: Reprodução/Instagram

Estudantes de medicina da Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo, ganharam repercussão nacional nesta semana após aparecerem em foto polêmica nas redes sociais. Na imagem, os 12 homens aparecem de jaleco, com as calças abaixadas e emulando o órgão genital feminino com as mãos.

A imagem, aliada ao texto, que continha as hashtags “Pintos Nervosos” e “MedUVV”, foi criticada por internautas e entidades representantes da classe médica. Até mesmo a universidade se posicionou contrária ao fato:

“Diante o ocorrido neste domingo, a Universidade Vila Velha declara que repudia qualquer tipo de ofensa a uma profissão tão importante e fundamental como a medicina. Nosso compromisso com a educação não condiz com conduta apresentada nas publicações”, escreveu a UVV em nota oficial.

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Já os estudantes divulgaram declaração por meio de um advogado em que negaram a “conotação sexual” da postagem. “Se, em algum momento a atitude feriu a honra ou denegriu qualquer classe profissional, a instituição ou o gênero feminino, esta não era a intenção da postagem e, em momento algum, existiu uma conotação sexual”, escreveram.

Reunião

Já na última terça-feira, 11, os futuros médicos, seus familiares, advogados e representantes da UVV e do Conselho Regional de Medicina participaram de reunião na universidade. O conteúdo da conversa, porém, não foi divulgado. A universidade somente informou que analisará os envolvidos individualmente e aplicará sanções que variam entre advertência escrita, suspensão de 3 a 5 dias úteis de aulas e expulsão.

#Opinião

O Folha Z repudia uma atitude tão infantil da parte de jovens que, num futuro próximo, serão trabalhadores de uma profissão tão nobre e delicada como a medicina. Como poderão as mulheres ter segurança para buscar auxílio médico de pessoas tão despreparadas? Esses estudantes, em cujas mãos filhas, irmãs e mães deveriam confiar a própria vida, precisam refletir sobre a natureza do seu ofício e emitir nota com desculpas sinceras pelo que de fato fizeram, e não lamentando uma interpretação pretensamente errônea do caso.

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