Médico é acusado de cometer estupros há quase 24 anos em Goiânia

Falso ginecologista atendia em hospital sem nem mesmo possuir especialidade na área

Médico foi preso por estupros em Goiânia após denúncias de três mulheres | Foto: Divulgação / Polícia Civil

Médico foi preso por estupros em Goiânia após denúncias de três mulheres | Foto: Divulgação / Polícia Civil

Denúncia do Ministério Público contra o médico Joaquim de Souza Lima Neto, de 58 anos, foi recebida pela juíza Placidina Pires, da 10ª Vara Criminal de Goiânia

Sem nem mesmo possuir especialidade em ginecologia, ele atendia na área no Hospital São Lucas, em Goiânia. Além disso, de acordo com o MP, é suspeito de estupros cometidos há quase 24 anos.

Ele é acusado pelo crime de estupro praticado contra três vítimas e de violação sexual mediante fraude contra outras outras cinco pacientes.

Até o momento, os relatos de abuso recebidos pelo Ministério Público aconteceram entre 1994 e janeiro de 2018.

Além dos crimes contra a dignidade sexual, o acusado também foi denunciado por cometer falsidade ideológica, pois relatou na Delegacia de Polícia ser ginecologista inscrito na Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstrétrica, especialidade que o acusado não possui, conforme atestado pelo Conselho Regional de Medicina.

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Denúncia

Ainda de acordo com o relatório do Ministério Público, as supostas práticas de assédio sexual somente foram denunciadas após uma das vítimas do médico ter procurado a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (1ª DEAM) e ter relatado o crime cometido contra ela.

Depois da difusão dessa denúncia feita pela imprensa local, outras pacientes também se dirigiram a 1ª DEAM relatando abusos de natureza parecida cometidos pelo médico.

O documento do MPGO traz também a informação que várias vítimas compareceram perante à Delegacia Estadual de Atendimento a Mulher, porém esses casos não foram denunciados pelo órgão ministerial em razão de terem se passado mais de seis meses desde a data dos supostos abusos, “de modo que, em relação a esses crimes, operou-se a decadência.”

As práticas de assédio do acusado costumavam ter o mesmo padrão. As vítimas relataram que, já deitadas no leito do consultório médico em posição vulnerável e cobertas por uma camisola, o médico introduzia o dedo em suas genitais e cometia os abusos, além de ofender as vítimas verbalmente.

Defesa

O advogado do médico disse ao portal G1 que discorda da denúncia e que seu cliente é inocente.

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