Mulheres são maioria em Goiânia, revela estudo

Nos bares, baladas, shows e academias, é muito pequena a chance de encontrar um lugar com menos mulheres do que homens em Goiânia.

Estudo aponta que Goiânia tem 60 mil mulheres a mais do que homens e que mais da metade da população se declara solteira

Dados recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) repercutiram muito nas redes sociais. Segundo o órgão, Goiânia tem 60.287 mulheres a mais do que homens. Para Helika Rios, modelo e musa do Goianão 2013, os números não surpreendem: “é muito fácil perceber. Principalmente nas casas noturnas da cidade e nas academias, por exemplo”.

Nos bares, baladas, shows e academias, é muito pequena a chance de encontrar um lugar com menos mulheres do que homens em Goiânia. A estagiária de serviço social Ana Cristina Alves também não tem dúvidas de que a capital de Goiás seja também a capital mais feminina do Brasil. “Isso é visível nas ruas, nas escolas, em todo lugar”, disse.

Solteiras

Mulheres: Para a jovem de 22 anos, as mulheres adoram homens que se cuidam, andam perfumados e têm bom papo (Foto: Elizangela Brum)

Para a jovem de 22 anos, as mulheres adoram homens que se cuidam, andam perfumados e têm bom papo (Foto: Elizangela Brum)

As pesquisas do IBGE também indicam característica interessante presente em Goiás. No Estado, 54% da população são compostos por pessoas que se declaram solteiras. Com essas informações em mãos e um pouco de perspicácia, é óbvia a conclusão: “não tá fácil pra ninguém”. Mas Helika acredita que as mulheres são bem resolvidas com o fato de serem solteiras e que estão cada vez mais independentes, o que pode assustar alguns marmanjos por aí.

Outro problema que a musa esmeraldina descarta é o famigerado aumento na quantidade de homens gays. Ela admite que o número possa ter crescido: “até mesmo em consequência de uma sociedade mais tolerante e menos preconceituosa. Mas as pessoas têm o direito de exercerem livremente sua sexualidade, assim como têm o direito de ir e vir. A liberdade não pode ser a culpada”, afirmou.

A estagiária de serviço social Ana Cristina Alves também não tem dúvidas de que a capital de Goiás seja também a capital mais feminina do Brasil / Foto: divulgação

A estagiária de serviço social Ana Cristina Alves também não tem dúvidas de que a capital de Goiás seja também a capital mais feminina do Brasil / Foto: divulgação

Já para Ana Cristina, não é a proporção que determina a sorte no amor e, mais do que falta de homens, o que existe mesmo é a tradicional e constante busca pela sua própria metade da laranja. “Não acho que seja assim tão difícil, o problema maior é a compatibilidade entre as pessoas”, refletiu.

Imigrantes

Entre os 1,4 milhão de habitantes de Goiânia, 47% (mais de 614 mil) correspondem a pessoas que nasceram em outras cidades, Estados ou até mesmo países. De acordo com o Instituto Mauro Borges (IMB), baseado nos mais recentes dados do IBGE, existem também estrangeiros que decidiram morar em Goiânia.

Os estrangeiros compõem aproximadamente 3.200 habitantes e a maioria veio da Europa (54%). São portugueses, espanhóis, norte-americanos (10%) e bolivianos (8%). Até porque, afinal, que gringo não quer vir pra Goiânia com esse tanto de mulher sobrando por aqui?

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