Policiais da Rotam vão a júri popular por homicídio e ocultação de cadáver

Caso que será julgado nesta quarta-feira, 23, ocorreu no Residencial Goiânia Viva

Júri popular de policiais da Rotam será realizado na próxima quarta-feira, 23 | Foto: Reprodução

Júri popular de policiais da Rotam será realizado na próxima quarta-feira, 23 | Foto: Reprodução

Quatro policiais militares das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) irão a júri popular na manhã da próxima quarta-feira, 23, em Goiânia.

Joselito de Jesus Britto, José Pereira da Silva, Wellington Alves de Oliveira e Renato Souza de Oliveira são acusados de homicídio e ocultação de cadáver.

A vítima é Ueverson Geovane Dias. Segundo os autos, ele caminhava com a namorada pelo Residencial Goiânia Viva quando teria sido abordado por uma equipe policial.

O caso ocorreu por volta das 17h do dia 10 de janeiro de 2005, portanto há 13 anos.

Ocorrido

De acordo com o Ministério Público, há indícios de que os policiais têm envolvimento na morte e na ocultação de cadáver.

Apesar de a defesa afirmar que os agentes de Rotam não tenham abordado o rapaz, testemunhas relataram o contrário à investigação na época.

Após a suposta abordagem, Ueverson nunca mais foi visto.

Ainda segundo os autos, Ueverson tinha passagens por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

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Espera

O julgamento teve de ser suspenso e adiado no ano passado após uma confusão com os nomes dos réus.

Isso ocorreu porque, ao ser solicitada pela Justiça, a Polícia Militar enviou dados de um policial que já havia morrido.

No entanto, tratava-se de um homônimo de Wellington Alves de Oliveira. O Wellington que de fato está envolvido na causa acabou não sendo intimado, o que motivou a suspensão do julgamento.

Em entrevista ao portal G1, a mãe da vítima, a técnica de enfermagem Cláudia da Luz Dias Felix, lamentou a espera de mais de 10 anos pela solução do caso.

“Para uma mãe, essa foi uma espera muito grande, é uma dor inexplicável. Tiraram meu filho e não deram nem o direito de enterrar”, disse.

Júri popular

Marcado para as 8h30, o julgamento será presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida.

A sessão será realizada no Fórum Cível, localizado na Avenida Olinda, no Park Lozandes, em Goiânia.

Atuarão no júri o promotor de Justiça José Eduardo Veiga Braga Filho e o advogado Thales José Jayme.

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