Rebelião acaba no Rio Grande do Norte; polícia conta corpos

Não há, até o momento, registros de fugas, mas os internos ainda vão ser recontados. O número de vítimas também pode mudar após os policiais inspecionarem as celas e outras dependências dos dois pavilhões amotinados

Rebelião: Detentos nos muros da Penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte

Detentos nos muros da Penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte | Foto: PM

Acabou a rebelião – a quarta desde o inicio do ano – na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte. Foram mais de 14 horas de motim. Os detentos, que se rebelaram às 17h deste sábado, 14, (horário local, 18h em Brasília), se renderam às 7h20 deste domingo, 15, após a Tropa de Choque da Polícia Militar entrar nos pavilhões.

Na noite de sábado, policiais já haviam conseguido acesso à área externa da penitenciária, porém aguardavam o amanhecer para entrar nos pavilhões. De acordo com o Governo do Rio Grande do Norte, não houve resistência. Há mais de dez mortes confirmadas durante, vários corpos decapitados.

Não há, até o momento, registros de fugas, mas os internos ainda vão ser recontados. O número de vítimas também pode mudar após os policiais inspecionarem as celas e outras dependências dos dois pavilhões amotinados.

A rebelião ─ a quarta desde o início do ano ─ começou no fim da tarde de sábado na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, e teria sido motivada por brigas entre facções rivais.

A rebelião ─ a quarta desde o início do ano ─ começou no fim da tarde de sábado na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, e teria sido motivada por brigas entre facções rivais

Sindicado versus PCC

Autoridades fazem agora a contagem dos mortos. O motim teria começado com uma briga entre presos dos pavilhões 4 (Sindicato do Crime) e 5 (membros do PCC). Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.

A Penitenciária de Alcaçuz é considerada a maior unidade prisional do estado. Ela é formada por cinco pavilhões e tem 5 mil 900 metros quadrados de área construída.

Informações publicadas no site da Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania mostram que Alacaçuz tem um total de 620 vagas e abriga atualmente uma população prisional 1.083 presos em regime fechado.

Rebeliões e fugas

Nas duas últimas semanas, foram registradas rebeliões em fugas de presos em Manaus, Boa Vista, Santo Antônio de Jesus (BA), Itamaraju (BA) e Natal. Na região metropolitana da capital amazonense, pelo menos 60 detentos foram mortos por outros presos nos dois primeiros dias do ano no interior do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). Dias depois, 33 apenados foram assassinados na Penintenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista.

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