O tédio, por Laís Rabelo

O tédio, se olhado com mais cuidado, pode ser uma faceta do egoísmo. Alguém que está por trás de grandes causas não tem tempo para se entediar. Aquele que vive para as distrações da vida, esse sim, estará sempre sujeito ao inevitável tédio, pela consequência dos desequilíbrios e da autoconsideração – do fechamento em si mesmo.

Há que doar-se. Entediar-se é luxo demais para a situação na qual nos encontramos. Há muito  que ser feito. Sempre há o que melhorar.

Laís Rabelo (foto) é formada em Direito e moradora do Jardim América