Macho virou fraco. De espírito
A imagem do homem deitado no divã do psicológico nunca esteve tão presente. As últimas décadas estão revelando qual o verdadeiro sexo frágil na sociedade: o masculino

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Macho virou fraco. De espírito (Foto: Reprodução)

Macho virou fraco. De espírito (Foto: Reprodução)

Macho virou fraco. De espírito

A imagem do homem deitado no divã do psicológico nunca esteve tão presente. As últimas décadas estão revelando qual o verdadeiro sexo frágil na sociedade: o masculino. E não se trata de exagero. “Assassinos passionais matam 5 em uma semana”, é a manchete do jornal. Praticamente todos os dias são noticiados casos de agressão ou homicídio cometidos contra companheiras ou ex-companheiras. O homem definitivamente surtou diante da independência feminina e das dificuldades em manter o status de chefe de família.

Sangue e cemitério

É justamente nesta hora que o egoísmo e a insanidade afloram. Fim de relacionamento só com um dos dois no cemitério. Sentimento de posse e ciúme doentio são inevitáveis quando a parceira chama atenção pela beleza ou simpatia. “Sabia que meu destino era a prisão, mas não suportava a ideia de imaginar outro homem morando com minha mulher e meus filhos”, desabafa o frentista R.S.O, 49 anos, hoje cumprindo pena no regime semi-aberto depois de matar a ex-companheira. Assim como ele, os homens em geral preferem encerrar com sangue a frustração pelo término do relacionamento.

LEIA MAIS: Estuprada, mulher é jogada para fora de moto em movimento

Mulheres brincam com fogo

Se por um lado as mulheres são vítimas do desequilíbrio masculino, por outro elas brincam com fogo ao permitir que parceiros recentes se instalem em suas casas. Os últimos relatos de agressão e morte em Goiânia apontam uniões construídas em semanas ou meses. Somatório explosivo entre precipitação e carência, a busca desenfreada pelo parceiro dos sonhos. Não se pode generalizar, é claro, mas as chances de uniões-relâmpago terminarem em desentendimentos são altíssimas. Ainda mais quando crianças fazem parte do roteiro.

Honra x humilhação

A fraqueza de espírito no divã não tem limite, por isso os pais têm se superado nas atrocidades. Matam quem estiver na frente e depois fogem ou cometem suicídio por problemas conjugais, financeiros e profissionais. Desentendimentos banais ou mesmo um pequeno abalo no padrão de vida familiar já são suficientes para motivar tragédias, independente da presença de indicadores depressivos. Ao contrário da mulher, que tem a mente mais aberta para procurar ajuda profissional, o homem não abre mão de protagonizar a eterna batalha interna entre a honra e a humilhação. O noticiário aponta, diariamente, qual sentimento tem prevalecido.

Acompanhe o Folha Z no Facebook, Instagram e Twitter