Os desafios do novo comandante da 9ª CIPM

“Uma polícia humana, eficiente e parceira dos moradores”. Essas foram as palavras que o novo comandante da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (9ª CIPM), major Antônio Moreira Bonfim, utilizou para definir o atual policiamento dos setores Jardim América, Bueno, Nova Suíça e Parque Amazônia.

Major Bonfim cobra maior postura da comunidade em relação a ajudar a polícia no combate ao crime

Major Bonfim, como é conhecido, assumiu a 9ª CIPM, localizada no Cepal do Jardim América, em meados de março. Bonfim substituiu o major Karison Sobrinho, hoje comandante do 7º Batalhão, com o compromisso de incomodar os infratores da lei.

O novo comandante chega à 9ª CIPM após servir 8 anos na 12ª Companhia Independente de Polícia Militar (12ª CIPM), situada em Quirinópolis. O fato de ser mais próximo da comunidade agrada moradores. “Ele tem um jeito diferente de trabalhar. Gosta de sentir o calor da comunidade”, afirma Clerisson Pereira, morador do Jardim América.

Bonfim sabe das dificuldades que tem pela frente. “A região que estou comandando é complicada. Setores elitizados. Isso é um chamariz para os criminosos. Comandar esta companhia é um grande desafio e, reduzir os níveis de criminalidade sempre será o principal objetivo”, ressalta. De acordo com o major, o policiamento vai ser mais próximo da comunidade, não só através da atuação dos conselhos comunitários de segurança, mas também por meio do contato direto com a comunidade, os comerciantes e as escolas.

Participação

O major Bonfim cobra uma maior postura da comunidade em relação a ajudar a polícia no combate ao crime. ”A população ainda não sabe o valor que ela tem. Os moradores têm que participar das reuniões de segurança comunitária. É importante que eles colaborem com informações, denúncias anônimas, sugestões e críticas”, afirma ele, destacando que isso facilita diagnosticar os problemas criminais da comunidade e planejar uma resposta pró-ativa.

Ele lembrou que o número crescente da violência também está ligado à atual legislação criminal. “Na maioria dos crimes temos menores de idade envolvidos. A gente prende e o menor acaba assumindo o crime, pois sabe que não vai ficar muito tempo preso. Quando vemos, ele já esta na rua de novo”, comentou. Segundo o comandante, uma das saídas para combater a criminalidade e diminuir os números da violência são os trabalhos sociais e de conscientização também feitos pela PM. “Estamos cada vez mais próximo da população com diversas ações sociais. Polícia e população quando estão juntas, o poder de combate ao crime fica muito maior”, destacou.