Perillo se complicou ainda mais, diz Noblat

O jornalista do Jornal O Globo e um dos mais respeitados do Brasil, Ricardo Noblat, postou no seu blog texto no qual ele defende a independência dos veículos de comunicação na interpretação do inquérito da Polícia Federal (Operação Monte Carlo) vazado pelo portal 247.

De acordo com Noblat, ainda não existem gravações comprometedoras contra o governador Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal. Com relação ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, sua situação se complicou.

Texto de Ricardo Noblat, leia:

Marconi e Agnelo: O que o escândalo não une a isenção deve separar

A situação ideal para um jornalista preocupado com a própria isenção é aquela onde ele pode bater de um lado e do outro. Apontar malfeitos de um lado e do outro.

No caso do escândalo estrelado por Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres, apareceram os nomes de Marconi Perillo e de Agnelo Queiroz, respectivamente governadores de Goiás e do Distrito Federal – ambos supostamente envolvidos em falcatruas.

Vazou para a imprensa o inquérito da Polícia Federal contra Cachoeira e Demóstenes. As principais conversas grampeadas já foram publicadas.

Marconi complicou-se ainda mais. Ficou estabelecida sua proximidade incômoda com a dupla dinâmica. Agnelo, não. Cadê as gravações que de fato o incriminam? Ou que incriminam auxiliares próximos dele sem que restem dúvidas?

A isenção que une deve também saber separar. Ou não será isenção.