Para Albernaz, vitória de Iris prova que eleitor não entendeu saída da crise

Resultado das eleições prova que "o próprio eleitor tem dificuldade para entender a saída para a crise", já que "o discurso da tradição, da velha política que o País tenta superar, conquistou mais votos", disse

 

Vereador Thiago Albernaz afirma que vitória de Iris prova que eleitor ainda tem dificuldade para entender qual é a saída para a crise | Foto: Divulgação

Vereador Thiago Albernaz afirma que vitória de Iris prova que eleitor ainda tem dificuldade para entender qual é a saída para a crise | Foto: Divulgação

O vereador Thiago Albernaz (PSDB) publicou artigo criticando a vitória de Iris Rezende (PMDB) à Prefeitura de Goiânia. Albernaz, que foi vice de Vanderlan Cardoso (PSB) na disputa, afirmou que o resultado das eleições prova que “o próprio eleitor tem dificuldade para entender a saída para a crise”, já que “o discurso da tradição, da velha política que o País tenta superar, conquistou mais votos”.

Para o neto do ex-prefeito da cidade Nion Albernaz, há 16 anos a gestão da cidade não tem planejamento para as gerações futuras e nem mesmo diálogo com a sociedade. No período citado, Goiânia foi comandada pelo PT e pelo PMDB.

Ainda que sua chapa não tenha saído vitoriosa, Thiago disse acreditar que houve pontos positivos. Para ele, a postura adotada pela campanha de Vanderlan “obrigou” Iris a assumir propostas dos adversários: “como a administração descentralizada, a digitalização da prefeitura e a ampliação dos serviços na área da educação, esporte e lazer, entre tantas outras”.

Por fim, o vereador afirmou que seguirá no seu projeto de recolocar Goiânia em destaque no cenário nacional: “Quase 300 mil goianienses votaram pela mudança e nossas vozes não serão caladas”, afirmou.

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Confira a íntegra do artigo: 

“Renovação em vista

A minha geração tomou as ruas nos últimos anos exigindo o fim das velhas práticas políticas que afundaram nosso País numa crise econômica sem precedentes e na maior crise política desde a redemocratização. Enfrentamos, ainda, uma crise de líderes capazes de dialogar, entender e apresentar soluções convincentes para essas vozes que transmitem recados complexos ao ponto de mobilizar as mais elevadas mentes acadêmicas no desafio de traduzi-las.

Durante a campanha deste ano, nos mais de 400 bairros visitados ouvimos ressonância desse grito pelo fim da política da bravata, do mandato feito pensando somente na próxima eleição, das soluções mirabolantes para todos os problemas da cidade. Mas a prova de que o próprio eleitor tem dificuldade para entender a saída para a crise é que o discurso da tradição, da velha política que o País tenta superar, conquistou mais votos.

Há 16 anos, Goiânia não tem um projeto pensado para as próximas gerações e a gestão pública é feita sem diálogo com a sociedade, padecendo de transparência, modernidade, investimento em tecnologia e abertura para a juventude. Para a cidade evoluir em questões importantes como humanização, democratização do espaço público, mobilidade, qualificação da gestão pública e da prestação de serviços e abertura para movimentos do século 21 como o fenômeno mundial da Economia Criativa, vai ter de se renovar.

Ainda que não pareça à primeira vista, estas eleições deram início a esse processo de renovação. Alarmados pelo forte crescimento da chapa liderada por mim e por Vanderlan Cardoso, nossos adversários tiveram de assumir propostas nossas que vão modernizar a cidade, como a administração descentralizada, a digitalização da prefeitura e a ampliação dos serviços na área da educação, esporte e lazer, entre tantas outras.

Quase 300 mil goianienses votaram pela mudança e nossas vozes não serão caladas. Seguiremos determinados a recolocar Goiânia na posição de destaque nacional em qualidade de vida, modernidade, dinamismo e jovialidade. Vamos fazer aqui a cidade das oportunidades para todos, principalmente para os jovens.

O projeto de um Estado inchado, ineficiente, cheio de camaradagens, demagogias e elefantes brancos não vigorará. Se hoje somos 300 mil, logo seremos milhões que faremos corroer o velho sistema e promover a humanização do poder público. Vivemos uma crise por horizontes, mas alicerçado no hoje, com olhos para o futuro, posso garantir: a renovação será concretizada!”

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