Em áudio, Dirceu afirma: “Vamos retomar o governo do Brasil” [OUÇA]

Ex-ministro foi acusado de receber mais de R$ 48 milhões por meio de serviços de consultoria, valores que seriam oriundos de propina proveniente de esquema na Petrobras, de acordo com os procuradores da Lava Jato

Ex-ministro dos governos petistas José Dirceu | Foto: Reprodução

Ex-ministro dos governos petistas José Dirceu | Foto: Reprodução

Um dos homens fortes do PT e conselheiro de Lula, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, gravou um áudio via Whatsapp afirmando que o seu partido vai retomar o governo do Brasil. No momento da gravação, feita na primeira semana de julho, ele estava acompanhado de Dimas Roque, petista responsável por coordenar as mídias sociais do partido.

Dirceu, no áudio, diz que vão retomar o governo brasileiro. “Continuo firme e de pé na luta. Nós vamos retomar o governo do Brasil. Eles tomaram na mão, deram um golpe, rasgaram a constituição, rasgaram o pacto social, mas o povo está conosco. Vamos voltar”. No final da gravação, Dirceu conclama os tuiteiros do PT a continuarem firmes na luta.

30 anos de cadeia

O juiz federal Sérgio Moro mandou prender na Operação Lava Jato em 3 de agosto de 2015 o ex-ministro. Dirceu foi condenado a 23 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado de receber mais de R$ 48 milhões por meio de serviços de consultoria, valores que seriam oriundos de propina proveniente de esquema na Petrobras, de acordo com os procuradores da Lava Jato.

STF manda soltar Dirceu

Em 2 de maio, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) revogou a prisão de Dirceu, que cumpria pena no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Por 3 votos a 2, a maioria dos ministros acatou pedido de habeas corpus feito pela defesa de Dirceu e reconheceu que há excesso de prazo na prisão preventiva, que chega a quase dois anos.

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Votaram pela libertação os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. O relator, Edson Fachin, e Celso de Mello manifestaram-se pela manutenção da prisão.

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