Criação de 600 comissionados no Governo de Goiás gera gasto mensal de R$ 1,63 MI

Governador argumentou que medida colaborará com a atuação das secretarias envolvidas

Governo do Estado encaminhou propostas de criação de cargos e funções comissionadas à Alego em agosto | Foto: Eduardo Ferreira

Governo do Estado encaminhou propostas de criação de cargos e funções comissionadas à Alego em agosto | Foto: Eduardo Ferreira

Tramitam na Assembleia Legislativa projetos de lei do Governo de Goiás que visam admitir mais de 600 comissionados no Estado. Seriam criados 26 cargos comissionados e 650 funções comissionadas, ao custo mensal de R$ 1,63 milhão.

Nas propostas enviadas à Casa em agosto, o governo propõe a criação de 210 funções na Procuradoria Geral do Estado (PGE), 440 funções e 14 cargos na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), e 12 cargos na Secretaria da Casa Civil.

Na justificativa, o governador Marconi Perillo (PSDB) argumentou que o objetivo é “incrementar e tornar mais eficiente a atuação dos procuradores do Estado nas diversas unidades” da Procuradoria Geral. No caso da Seduce, Perillo afirmou que atende a uma reivindicação da secretária Raquel Teixeira.

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Cortes

No início de janeiro de 2017, o Governo de Goiás publicou no Diário Oficial do Estado medidas de redução de gastos com pessoal no Executivo. Os decretos que reduziram 1.355 cargos faziam parte do Programa de Austeridade pelo Crescimento do Estado de Goiás, muito repercutido pela imprensa nacional.

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