Saiba quais goianos serão investigados por corrupção e entenda suspeitas

Sete políticos goianos são alvos de inquéritos autorizados pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin

Governador Marconi Perillo (PSDB), prefeito Iris Rezende (PMDB), deputado federal Daniel Vilela (PMDB), ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB), ex-senador Demóstenes Torres, ex-deputado federal Sandro Mabel e ex-prefeito de Trindade Ricardo Fortunato são investigados por corrupção | Foto: Reprodução

Governador Marconi Perillo (PSDB), prefeito Iris Rezende (PMDB), deputado federal Daniel Vilela (PMDB) e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB) são investigados por corrupção | Foto: Reprodução

Sete políticos goianos são alvos de inquéritos autorizados pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin. Ele ordenou a abertura dos processos solicitados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Dos 98 que serão investigados, sete são políticos goianos. São eles o governador Marconi Perillo (PSDB), o prefeito Iris Rezende (PMDB), o deputado federal Daniel Vilela (PMDB), o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB), o ex-senador Demóstenes Torres, o ex-deputado federal Sandro Mabel e o ex-prefeito de Trindade Ricardo Fortunato (PMDB).

Marconi

Quatro ex-executivos da Odebrecht afirmara em depoimento que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) teria recebido R$ 8 milhões por meio de caixa dois nas campanhas ao Governo de 2010 e 2014. Em troca da quantia, os empresários esperavam favorecimentos do Estado para “o Grupo Odebrecht na área de saneamento básico”.

Por meio de nota, o governador afirmou que “nunca pediu ou autorizou que solicitassem em seu nome qualquer contribuição de campanha que não fosse oficial e rigorosamente de acordo com a legislação eleitoral”. Ele ainda garantiu que “só irá se manifestar após conhecimento integral do teor das declarações apresentadas” e que “acredita na Justiça e que irá esclarecer qualquer eventual questionamento”.

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Iris

De acordo com a delação de executivos, o prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) também teria recebido valores não contabilizados para a campanha ao Governo de Goiás em 2010. O valor seria de R$ 300 mil.

Rezende afirmou que todos os recursos das suas campanhas eleitorais foram apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e foram devidamente aprovados.

Vilelas

O deputado federal Daniel Vilela (PMDB) e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB) são acusados de terem recebido R$ 1 milhão e R$ 500 mil referentes às campanhas de 2014 e 2012. O caixa dois visaria facilidades para a companhia em Aparecida.

Em nota, os políticos afirmaram que suas campanhas foram feitas inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aprovadas pela referida Corte. “As prestações de contas estão disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram, nunca falaram, e sequer conhecem os delatores. Ambos refutam qualquer acusação. Informam ainda que não foram notificados das investigações do Supremo Tribunal Federal e que estão tranquilos e convictos de que a ação será arquivada porque não tem qualquer lastro na realidade”, narrou a nota.

Ex-deputado federal Sandro Mabel. ex-prefeito de Trindade Ricardo Fortunato e ex-senador Demóstenes Torres também são alvos | Foto: Reprodução

Ex-deputado federal Sandro Mabel. ex-prefeito de Trindade Ricardo Fortunato e ex-senador Demóstenes Torres também são alvos
| Foto: Reprodução

Demóstenes, Fortunato e Mabel

O ex-senador Demóstenes Torres, o ex-deputado federal Sandro Mabel e o ex-prefeito de Trindade Ricardo Fortunato também foram acusados de caixa dois. Todos eles negam o envolvimento com o esquema.

Futuro

Se o Ministério Público considerar que há provas suficientes após a investigação, apresentará denúncia formal dos crimes imputados. Depois disso, o Judiciário analisará se a denúncia procede ou não e a defesa poderá também apresentar provas de inocência. Por fim, o julgamento determina a existência ou não da culpa.

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