Caiado bate Maguito, Daniel e Eliton em intenções de voto ao Governo

Quarto lugar no levantamento causou estranheza em especialistas políticos

Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) lidera pesquisa de intenções de voto ao Governo de Goiás | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) lidera pesquisa de intenções de voto ao Governo de Goiás | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado pela TV Record nesta terça-feira, 13, aponta o senador Ronaldo Caiado (DEM) como o nome mais lembrado pelos eleitores goianos quado se trata das eleições para o Governo de Goiás do ano que vem.

A pouco mais de um ano do pleito, a pesquisa estimulada registrou que Caiado tem 44% das intenções de voto. O número dá ao senador 33,6 pontos porcentuais de vantagem em relação ao segundo colocado no levantamento, o vice-governador José Eliton (PSDB).

O peessedebista tem 10,4% das intenções, enquanto o o deputado federal Daniel Vilela (PMDB) aparece em terceiro lugar com 10,3%. Em quarto, o advogado Djalma Rezende foi a surpresa com 6,6% das intenções de voto.

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“Recebo com alegria e humildade o resultado da pesquisa, mas com a convicção de que o povo de Goiás deseja mudanças. Continuo firme na luta em defesa do nosso Estado de Goiás”, afirmou o senador Ronaldo Caiado.

Maguito

A pesquisa também simulou o cenário em que o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), aparecesse no lugar do filho Daniel Vilela. Nesse caso, Caiado cairia ligeiramente para 42,1% das intenções de votos, enquanto Maguito Vilela teria 16,4%. Em seguida viriam José Eliton, com 10,4%, e Djalma Rezende com, 6,2%.

Para a obtenção dos dados, foram ouvidos 1.505 eleitores em todas as regiões do Estado entre os dias 7 e 11 de junho. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Jornalistas Altair Tavares e Cileide Alves comentaram resultados da pesquisa | Foto: Reprodução

Jornalistas Altair Tavares e Cileide Alves comentaram resultados da pesquisa | Foto: Reprodução

Análises

Para a jornalista Cileide Alves, a dianteira de Ronaldo Caiado pode ser explicada pelo fato de o senador não estar presente em delações de empresários e políticos investigados por corrupção e ter muita expressividade no cenário nacional.

Em sua análise, Cileide destacou que é necessário ter acesso aos detalhes do modo de elaboração da pesquisa, como cidades pesquisadas e rejeição dos candidatos. Ela também ressaltou que causa “estranheza” a presença do advogado Djalma Rezende no resultado, já que ele nem mesmo se posicionou como pré-candidato ou divulgou essa possibilidade.

Já o especialista na área e também jornalista Altair Tavares acredita que o resultado é devido ao “recall” de uma eleição muito expressiva ao senado. “Caiado tem muita exposição na mídia, como foi no caso do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT)”, afirmou.

Porém, Altair fez a ressalva de que a vantagem do parlamentar em um período tão distante das eleições pode não se confirmar no momento da decisão. “Foi o que aconteceu em Goiás em 2002, quando Maguito era favorito e não venceu. O mesmo ocorreu com Iris em 1998”, destacou o jornalista.

Ao Folha Z

 

📍Frente a frente com o senador Ronaldo Caiado | Com ou sem o PMDB, será candidato em 2018?

Publicado por Folha Z em Quinta, 6 de abril de 2017

Em visita à Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, o senador Ronaldo Caiado (DEM) falou ao Folha Z sobre o cenário político de Goiás e comentou sobre uma possível candidatura em 2018. A entrevista foi ao ar ao vivo no Facebook do Folha Z. Assista ao lado.

Segundo o senador, os 20 anos que se passaram desde a sua primeira disputa ao Governo do Estado não foram motivados por uma decepção com o primeiro pleito. “Disputei a Presidência da República em 1989, o Governo de Goiás em 1994 e depois disputei cinco mandatos de deputado federal e fui eleito. Todos nós temos momentos de vitória e de derrota”, disse.

Ele ainda afirmou que gostaria de disputar as eleições estaduais em 2018. Mas, para Caiado, o projeto precisa partir de uma aliança entre os partidos coligados DEM e PMDB. De acordo com o democrata, uma candidatura majoritária não é possível de maneira isolada.

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