Para Djalma, Major Araújo foi traído por Iris Rezende

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"Ele não foi só traído, ele foi golpeado por Iris Rezende, uma rasteira assustadora", afirmou o vereador da Rede | Foto: Guilherme Coelho/Folha Z
“Ele não foi só traído, ele foi golpeado por Iris Rezende, uma rasteira assustadora”, afirmou o vereador da Rede | Foto: Guilherme Coelho/Folha Z

Em entrevista na Câmara Municipal na manhã desta terça-feira, 22, o vereador Djalma Araújo (Rede) disse que Iris Rezende (PMDB) traiu seu vice Djalma Araújo (PRP) antes mesmo da chapa ser empossada: “Ele não foi só traído, ele foi golpeado por Iris Rezende, uma rasteira assustadora”, afirmou.

Toda essa discussão foi desencadeada depois de afirmação do deputado estadual Major Araújo nesta segunda-feira, 21, que revelou considerar não assumir o cargo de vice-prefeito em 2017. Segundo ele, suas bases o pressionam a permanecer na Assembleia.

Para o Djalma Araújo, que também concorreu à Prefeitura de Goiânia em 2016, o Major tem “direito de reivindicar” uma secretaria, para trabalhar inclusive na sucessão do prefeito Iris Rezende. “Geralmente, o vice serve para representar o prefeito em velório, em festa de criança, em futebol de várzea. […] Mas, como na sombra do Iris não nasce nem erva daninha, o Major foi pisado no pescoço”, disse o vereador.

Espaço

A análise de Djalma é de que não haverá espaço para a atuação do deputado estadual na futura administração de Iris Rezende, já que as pastas já estariam sendo negociadas e entregues a outros aliados do peemedebista.

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Para o vereador, o Major fez um bom trabalho durante a campanha e participou de todas as atividades. “Agora, trair de forma antecipada? Coisa absurda, assustadora, nunca vi isso no cenário da política goianiense. Quem já viu isso? O vice renunciar antes de tomar posse?”, questionou.

Jogo Limpo

Porém, para o colunista do Folha Z Rodrigo Czepak, o equívoco foi do próprio deputado. “Com esse tipo de comportamento, Major Araújo demonstra completo desconhecimento sobre o perfil do seu companheiro de chapa na eleição e o papel desempenhado pelos antigos vices de Iris Rezende. Onofre Quinan, Maguito Vilela, Valdivino de Oliveira e Paulo Garcia assumiram a discrição na forma de atuar e aguardaram, pacientemente, os planos do “chefe” para eles. Os dois primeiros assumiram o Governo e o último a Prefeitura. Apenas Valdivino foi preterido por incompatibilidade de gênios e discordâncias administrativas.”

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