PF encerra grupo de trabalho da Lava Jato em Curitiba

Segundo o comunicado, o mesmo será feito em relação à Operação Carne Fraca

Grupo da Lava Jato será remanejado | Foto: André Richter/Enviado Especial /Agência Brasil/EBC

Grupo da Lava Jato será remanejado | Foto: André Richter/Enviado Especial /Agência Brasil/EBC

Nesta quinta-feira,6 a Polícia Federal (PF) anunciou o encerramento do núcleo de trabalho específico da Operação Lava Jato na cidade de Curitiba. A direção-geral da PF emitiu nota explicando que os investigadores da operação integrarão a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor).

Segundo o comunicado, o mesmo será feito em relação à Operação Carne Fraca. A mudança no grupo de trabalho seguiria um modelo adotado pelas demais superintendências brasileiras e levaria a sobrecarga colocada nos delegados da Lava Jato, que conduziam cerca de vinte inquéritos cada.

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Para a Polícia Federal, a ação gerará resultados “altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo”. Encerrar o núcleo em Curitiba, segundo a direção, tem o objetivo de priorizar as investigações de maior potencial de dano ao Erário.

Orçamento

Os responsáveis pela Lava Jato em Curitiba sofrem com reduções no orçamento e no efetivo em 2017. Em maio, a verba destinada à PF caiu 44%. Esses cortes fazem com que a PF seja obrigada a economizar e tornar mais “enxutas” as megaoperações, com reduções em hospedagem de equipes e em combustível.

Confira a íntegra da nota emitida pela PF:
“Sobre a nota “PF acaba com grupo de trabalho da Lava Jato em Curitiba”, veiculada no portal da revista Época, a Polícia Federal informa:

1. Tendo em vista que cada delegado do Grupo de Trabalho da Lava Jato possuía cerca de vinte inquéritos cada um, essa equipe, juntamente com o Grupo de Trabalho da Operação Carne Fraca, passou a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (DELECOR);

2. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações;

3. Com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais;

4. O número de policiais dedicados a essas investigações chega a 70;

5. A iniciativa da integração coube ao Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava Jato no estado, e foi corroborada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco;

6. O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros;

7. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo os delegados Márcio Anselmo e Luciano Flores, ex-integrantes da Operação Lava Jato;

8. O atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade;

9. Conforme nota divulgada no dia 21/05/2017, deve-se ressaltar que as investigações decorrentes da Operação Lava Jato não se concentram somente em Curitiba, mas compreendem o Distrito Federal e outros dezesseis estados;

10. Desde o início, a Polícia Federal, de forma republicana e sem partidarismos, trabalha arduamente para o êxito das investigações, garantindo toda a estrutura e logística necessária para o esclarecimento dos crimes investigados.

Divisão de Comunicação Social”

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