Prefeito promete comprovar rombo na Saúde a Albernaz

Vereador Albernaz cobrou esclarecimentos do prefeito (Foto: Reprodução)
Vereador Albernaz cobrou esclarecimentos do prefeito (Foto: Reprodução)

O vereador e presidente da Comissão Mista Thiago Albernaz (PSDB) cobrou na última segunda-feira (27/6) detalhes sobre o rombo de R$ 200 milhões nas contas da Prefeitura de Goiânia que Paulo Garcia (PT) disse ter herdado de Iris Rezende (PMDB). A reivindicação foi feita durante a prestação de contas realizada pelo prefeito à Câmara Municipal de Goiânia, referente ao primeiro quadrimestre de 2016.

“Na última prestação de contas, ele falou pela primeira vez do déficit milionário. Além disso, enviei um ofício à Secretaria de Finanças na semana passada, mas não houve resposta. Desta vez, caso ele prossiga protelando iremos usar de outros recursos disponíveis para termos acesso a todos os detalhes do rombo”, disse Albernaz durante a sessão. Outros vereadores também questionaram o prefeito sobre o assunto, especialmente o ex-presidente da Casa Clécio Alves, que elevou o tom de voz com dedo em riste para contestar o prefeito.

As críticas disparadas por antigos integrantes da base do prefeito roubaram a cena ao final da sessão, realizada no plenário da Câmara. Para Albernaz, ficou claro que a relação do prefeito com o Legislativo não vai bem. “Trata-se de um desfecho melancólico. Em todos os seus seis anos de mandado, Paulo Garcia nunca esteve tão isolado. Sua base está derretendo a olhos vistos”, afirmou o presidente da Comissão Mista.

Balanço

De acordo com Paulo Garcia, as despesas da prefeitura reduziram 8,8% no último quadrimestre. Descontada a inflação acumulada no período, os números mostram que, consideradas todas as receitas, houve crescimento efetivo de 5,64% na arrecadação entre os meses de janeiro e abril.

Ainda segundo o prefeito, o menor custo para operacionalização da máquina pública foi puxado, principalmente, pelo recuo de 10,27% nos gastos com pessoal e nos encargos sociais.

As receitas segundo os dados informados pela Secretaria de Finanças tiveram um crescimento efetivo de 5,64%, de janeiro a abril, já descontada a inflação e ficaram em R$1 bilhão 498 milhões. O incremento se deveu à elevação de arrecadação no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) na ordem de 14,93% e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) em 4,03% o que corresponde a R$ 603 milhões 797 mil. Houve, no entanto, queda na receita tributária e na arrecadação do Imposto Sobre Transmissão de Imóveis (ISTI), menos 7,17% e Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), queda de 43,47%.