Serpentário é atração à parte no novo zoológico

Piton albina pode atingir 8 metros e não é venenosa

A preocupação de fazer do Zoológico da capital um passeio divertido para crianças e adultos levou o prefeito Paulo Garcia promover a primeira grande reforma em seus 56 anos de existência. As mudanças visaram a sanar gargalos surgidos ao longo do tempo e buscaram integrar os visitantes para que interajam com os animais, conhecendo e respeitando a vida animal na terra.

Foram implementadas mudanças de conceito com relação aos recintos, onde grades foram substituídas por vidro, foram realizados enriquecimentos ambientais, criação de pontos de fuga e podas de árvores para melhorar a luminosidade. O Zoo conta agora com o mais estruturado complexo para animais silvestres do Estado e um plantel de 522 animais distribuídos em 154 espécies desenvolvendo uma importante função de reprodução e conservação das espécies.

Serpentário

Várias são as novidades deste novo Zoo, mas vale a pena gastar um pouco mais de tempo apreciando o serpentário, onde 16 pequenas baias e duas maiores abrigam representantes desta parcela da fauna, tão temida e ao mesmo tempo admirada. Vale lembrar a importância destes animais no ecossistema, uma vez que são predadores ou presas de outros animais participando da cadeia alimentar.

O serpentário tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a diversidade, importância e peculiaridades de cobras peçonhentas e não peçonhentas. Ao lado de jararacas, cascavéis, salamantas, jiboias, píton reticulada, corn snake, cobra preta, jararaca pintada, está uma  das principais atrações do espaço: a píton albina. A espécie é ovípara, enxerga pouco e vive cerca de 30 anos.

A piton albina é uma espécie robusta e rara na natureza. É alvo fácil de predadores devido a sua coloração branca e amarela o que a torna muito difícil de passar despercebida. Pode atingir 8 metros e pesar 80 quilos, mas não é venenosa. (Sirley Camilo e Sara Gomes)