Parte dos vereadores de Aparecida demonstra insatisfação com a condução da gestão do prefeito Leandro Vilela.
O grupo não reivindica apenas cargos, mas também maior reconhecimento político, alegando que a participação tem se resumido a convites para solenidades e visitas, feitos por meio de aplicativos de mensagem.
Alguns parlamentares também avaliam que o Legislativo tem adotado postura passiva diante das ações do Executivo.
Nesta semana, em conversas reservadas, vereadores chegaram a citar o cenário em Goiânia como exemplo de atuação mais firme.
Um deles, que pediu anonimato, declarou à Folha Z:
“Em Goiânia, os caras têm peito para enfrentar o Paço Municipal. Estão trabalhando para derrubar a taxa do lixo, foram para cima e criaram a CPI da Limpa Gyn”, disse.
Na verdade, o instrumento criado na capital foi uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), mecanismo adequado para esse tipo de investigação.
Vereador relata submissão
Outro parlamentar, também sob reserva, afirmou:
“A relação entre a Câmara de Aparecida e o Executivo já foi melhor. Estamos submissos. Precisamos encontrar uma maneira de alinhar isso”.
‘Choradeira’
Questionado sobre a possibilidade de um movimento mais estruturado para demonstrar a insatisfação, outro vereador respondeu:
“Não existe e nem vai existir. O que acontece muito é a choradeira nos corredores da Câmara Municipal. Todos tem medo de organizar um movimento”.
Vereadores têm tratado do tema apenas em conversas reservadas e evitam se expor publicamente.
Muitos ocupam espaços na gestão e demonstram receio de perder essas posições caso façam declarações semelhantes às mencionadas.
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