Itumbiara carrega na memória episódios que vão muito além das rotinas administrativas e políticas.
A história recente da cidade é marcada por acontecimentos que deixaram feridas profundas na comunidade, e que, mesmo em contextos distintos, revelam o impacto que tragédias públicas têm no cotidiano de um município do interior de Goiás.
O atentado que abalou eleições em 2016
Em 28 de setembro de 2016, durante a campanha eleitoral em Itumbiara, o então candidato a prefeito José Gomes da Rocha, o Zé Gomes, foi morto a tiros enquanto participava de carreata.
Ex-prefeito por 2 mandatos e ex-deputado estadual, ele era uma das principais lideranças políticas da cidade.
No momento do ataque, Zé Gomes estava ao lado do então vice-governador e secretário de Segurança Pública de Goiás, José Eliton, quando Gilberto Ferreira do Amaral, servidor municipal, efetuou os disparos contra a comitiva.

Um policial militar que fazia a segurança também morreu.
José Eliton e outras pessoas ficaram feridas.
As investigações concluíram que o autor agiu em surto psicótico, descartando motivação político-partidária.
A morte de Zé Gomes teve forte repercussão em Goiás.
Dias depois, o sobrinho dele, Zé Antônio, assumiu a candidatura e venceu a eleição municipal.
Um novo episódio de dor em 2026
Anos depois, Itumbiara voltou a viver um momento de choque.
O caso, que também atingiu seus filhos, ainda está sob investigação, mas relatos preliminares apontam que o episódio teria ocorrido em meio a conflitos pessoais no âmbito familiar.
Diferente de 2016, quando a cidade foi marcada por atentado em pleno período eleitoral, o fato recente ocorreu dentro de casa e teve caráter íntimo.
Mesmo assim, o impacto ultrapassou o ambiente familiar e alcançou a estrutura política e social do município.
Se antes o trauma foi institucional e público, agora a comoção nasce da dimensão familiar da tragédia, abalando não apenas a gestão municipal, mas toda a comunidade.

Impacto em Itumbiara
Ambos os episódios deixaram marcas:
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2016: choque político e institucional, com a morte de liderança conhecida em meio a campanha eleitoral, ferindo o vice-governador e gerando discussão sobre estabilidade em eventos públicos
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2023: dor familiar e comunitária, com tragédia que, embora ainda em investigação, trouxe à tona reflexões sobre apoio emocional, redes de suporte e a dinâmica do convívio social no município.
Em contextos diferentes, as duas situações lembram que Itumbiara não é imune às dores humanas que atravessam a vida das cidades brasileiras, sejam elas ligadas à política ou à própria dimensão íntima das relações familiares.
Se por um lado as circunstâncias são distintas, por outro ambas falam de uma mesma condição humana: a fragilidade da vida e a necessidade de olhar, com cuidado e compaixão, para as pessoas que estão por trás dos cargos, das funções e das manchetes.





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