O movimento “Articulação” (também chamado de Articulação Unidade na Luta) uma das mais antigas e influentes correntes internas do Partido dos Trabalhadores, definiu 4 nomes para a disputa proporcional em Goiás: 2 à Câmara dos Deputados e 2 à Assembleia Legislativa.
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CNB – Construindo Novo Brasil
Historicamente ligada ao campo majoritário do partido, a “Articulação” integra a corrente nacional Construindo Novo Brasil (CNB), considerada a principal força interna do PT e responsável por conduzir a estratégia eleitoral e a política de alianças em nível nacional.
A CNB é a mesma corrente do presidente nacional da legenda, Edinho Silva, e costuma adotar linha mais pragmática, com abertura ao diálogo com partidos de centro.
Nomes da “Articulação” em Goiás
Deputado Federal
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Adriana Accorsi (reeleição)
ANÚNCIO -
Delúbio Soares
Deputado Estadual
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Bia de Lima (presidente do Sintego e pré-candidata à reeleição)
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Fabrício Rosa (vereador e 1º suplente na Alego)
A consolidação desses 4 nomes indica movimento de preservação e possível ampliação de espaços institucionais, reforçando o peso da CNB no diretório goiano.
Disputa interna e contrapontos
A hegemonia da Articulação/CNB convive, no entanto, com correntes que defendem maior radicalidade programática e menor flexibilização nas alianças.
Um dos principais expoentes desse campo é Valter Pomar.
Dirigente histórico do PT, professor e militante ligado à ala mais à esquerda da legenda, Pomar é um dos principais quadros da corrente interna “Articulação de Esquerda”.
Natural de São Paulo e com atuação política vinculada ao diretório paulista, ele defende maior radicalidade programática, fortalecimento da democracia interna do partido e postura mais crítica em relação a alianças com partidos de centro.
Ao longo dos anos, disputou cargos na direção nacional do PT e lançou candidaturas internas à presidência da sigla, posicionando-se como alternativa ao campo majoritário.
O contraste entre a CNB e a “Articulação de Esquerda” revela a dinâmica interna do PT: de um lado, um grupo com perfil mais institucional e foco na construção de maiorias eleitorais; de outro, setores que pressionam por maior nitidez ideológica e centralidade nas pautas históricas do partido.
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