Base de Mabel falha e CCJ não abre por falta de quórum em Goiânia

CCJ da Câmara de Goiânia nesta 4ª feira (5) | Foto: Reprodução

Falta de quórum escancara dificuldade do Paço em manter apoio no colegiado


A base do prefeito Sandro Mabel voltou a dar sinais claros de fragilidade na Câmara de Goiânia.

Atenção: Ao copiar material produzido pela Folha Z, favor citar os créditos ao site. Bom jornalismo dá trabalho!

Nesta 4ª feira (6), a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) simplesmente não aconteceu por falta de quórum, novo episódio que escancara a dificuldade do Paço em manter sua própria base mobilizada no principal colegiado da Casa.

Dos 14 membros titulares, apenas 7 compareceram.

O número é insuficiente para a abertura dos trabalhos, já que o mínimo exigido é de maioria absoluta (8 vereadores), conforme o artigo 62 da Lei Orgânica do Município (LOM).

Integrantes do Paço afirmaram à Folha Z que o esvaziamento e a falta de quórum teriam sido resultado de articulação individual do presidente da CCJ, Luan Alves.

Bastidores da base

Conforme apurado, a versão não se sustenta nos bastidores.

O esvaziamento da CCJ é resultado de movimento articulado, que expõe a insatisfação crescente dentro da própria base aliada.

Longe de gesto isolado, o episódio ocorre em meio a um cenário de desgaste na relação com o Paço Municipal e dificuldades de articulação política no colegiado mais estratégico da Câmara.

Repetição de esvaziamento

Esta foi a 2ª reunião sem quórum nos últimos 5 encontros da CCJ, ou seja, 40% das sessões recentes não foram sequer abertas.

Maio
6/05 – não foi aberta

Abril
29/04 – houve reunião
22/04 – não houve reunião
15/04 – houve reunião
08/04 – houve reunião

Ausência na presidência

O presidente da CCJ, Luan Alves, já havia deixado de abrir a sessão do dia 22 por falta de quórum e não participou da reunião desta 4ª feira (6), pois está em viagem internacional representando a Câmara, junto a outros vereadores.

Diante da ausência, coube ao vice-presidente, Willian Veloso, conduzir os trabalhos, mas ele optou por não abrir a sessão.

Reação e tensão

A decisão gerou reação entre parlamentares da base.

Durante a transmissão ao vivo da Casa, um áudio com discussões foi captado com microfones abertos.

Os vereadores Daniela da Gilka, Pedro Azulão Jr. e Rose Cruvinel criticaram o episódio e apontaram falhas no envio do link para participação remota.

No plenário, Willian Veloso afirmou ter sido surpreendido com a responsabilidade de conduzir a reunião. Segundo ele, houve espera além do tempo regimental e questionamentos sobre possível atraso no envio dos links.

“Queremos saber se houve algum tipo de retardo no envio destes links. Mas é importante destacar que, em projetos relevantes para a cidade, a base precisa estar presente fisicamente para evitar esse tipo de situação”, disse.


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