
Confronto começou remotamente na sessão de 4ª e teve novo capítulo presencial nesta 5ª
A sessão desta 5ª feira (7) na Assembleia Legislativa de Goiás expôs cenário raro até mesmo para os padrões de tensão do parlamento estadual.
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2 deputados do mesmo partido, o PL, trocaram ameaças públicas, partiram para o confronto físico e elevaram a crise interna da legenda a um novo patamar.
O embate entre os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro, que já vinha se arrastando nos bastidores desde a filiação de Amauri ao PL, ultrapassou o campo político e terminou com ameaça de morte dentro da Casa de Leis.
“Põe a mão em mim, pra você ver. Amanhã você amanhece morto”, disse Major Araújo durante a saída da tribuna.
Minutos antes, segundo relatos de bastidores, Amauri teria avançado em direção ao colega de partido, sendo contido por servidores e policiais legislativos.
O confronto não surgiu de forma isolada.
A relação entre os 2 deputados se deteriorou nas últimas semanas, principalmente após divergências internas envolvendo o comando do PL em Goiás e o grupo liderado pelo senador Wilder Morais.
A tensão aumentou nas últimas sessões após Amauri criticar a ausência de Wilder na votação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, no Senado.
Em resposta, Major Araújo chamou Amauri de “direita trans” durante a sessão de 4ª feira (6), ampliando ainda mais o desgaste público entre os 2.
Como Amauri participava remotamente da sessão, ambos combinaram continuar o embate presencialmente no dia seguinte.
O próprio Amauri antecipou que o encontro seria “do jeito que os 2 gostam”.
A fala acabou funcionando como prenúncio do clima registrado na sessão desta 5ª.
O nível de tensão já havia mobilizado os bastidores da Alego antes mesmo do início da sessão.
Conforme apurado pela Folha Z, a Polícia Legislativa reforçou a segurança no plenário após as ameaças e provocações trocadas entre os deputados pela tela do sistema remoto da Casa.
Servidores e agentes legislativos atuaram diretamente para impedir que o confronto evoluísse para agressão física.
A cena expôs não apenas o desgaste da relação entre os parlamentares, mas também o grau de radicalização interna vivido pelo PL goiano.
Após a sessão, Amauri Ribeiro afirmou que pretende levar Major Araújo à Comissão de Ética da Assembleia.
Major, por sua vez, afirmou que reagiu após ser provocado e ameaçado pelo colega de partido.
“Se eu for agredido, eu vou responder. Agora se ele colocar a mão em mim, eu dou um tiro nele”, declarou.
O episódio deve ampliar a pressão interna sobre a direção do PL em Goiás, especialmente em momento em que o partido tenta consolidar unidade para o processo eleitoral de 2026.
A crise também atinge diretamente a imagem da bancada liberal na Assembleia, uma vez que o confronto deixou de ser apenas político e passou a envolver ameaças explícitas, necessidade de reforço policial e possibilidade de desdobramentos disciplinares dentro do parlamento.
A sessão desta 5ª feira (7) na Assembleia Legislativa de Goiás expôs cenário raro até mesmo para os padrões de tensão do parlamento estadual. pic.twitter.com/uc2kLNwVd1
— Jornal Folha Z (@FolhaZ) May 7, 2026






