
A troca no comando do PSB em Goiás não surpreende quem acompanha, de perto, os bastidores da política estadual.
Havia um diagnóstico consolidado dentro e fora do partido: a gestão de Elias Vaz chegou ao limite.
Na minha avaliação, compartilhada por diferentes interlocutores do meio político, Elias errou.
Errou na condução política, na estratégia e, principalmente, na leitura do cenário.
PSB fora do centro do jogo político
O resultado foi um PSB menor, com menos protagonismo, menor capacidade de articulação e praticamente fora do centro do debate estadual.
Sob sua presidência, o partido deixou de ocupar espaço relevante na agenda política goiana.
Passou a operar de forma lateral, sem projeto claro e sem comando político efetivo.
Esse esvaziamento ajuda a explicar por que a troca no comando não é vista como um ajuste administrativo, mas como uma correção de rota.

A nota de Elias e o esforço de controle de narrativa
A nota a imprensa divulgada por Elias tenta suavizar o episódio.
Ao celebrar a chegada de Aava Santiago, ressaltar sua permanência na Executiva Nacional e falar em continuidade do trabalho, o ex-presidente busca preservar capital político e transmitir a ideia de transição consensual.
É um movimento compreensível, mas que não altera o fato central: a mudança ocorre porque o projeto falhou no plano estadual.
Reposicionar o partido
A chegada de Aava ao comando do PSB não se dá por acaso.
É uma aposta clara na tentativa de devolver direção política, ambição eleitoral e capacidade de articulação ao partido, atributos que, na avaliação interna, se perderam nos últimos anos.
Na política, cargos não caem por acaso.
Eles caem quando deixam de cumprir sua função estratégica.




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