
A licença do vice-governador Daniel Vilela da direção estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Goiás deve provocar uma reorganização interna na cúpula do partido e abrir caminho para a definição de quem ocupará o posto que era de Ana Paula Rezende na primeira vice-presidência da legenda.
A mudança ocorre porque, ao assumir o comando do governo estadual no Palácio das Esmeraldas, Daniel será automaticamente licenciado de sua função partidária.
A regra está prevista no Artigo 19 do estatuto do MDB, que determina que integrantes da Comissão Executiva que assumirem cargos como presidente da República, governador ou prefeito sejam considerados automaticamente licenciados da direção partidária.
A informação foi confirmada pelo próprio vice-governador à Folha Z.
Com a licença de Daniel, o MDB precisará reorganizar sua estrutura interna. Isso porque a primeira vice-presidência do partido já está vaga desde o fim de fevereiro, quando Ana Paula Rezende deixou a legenda para se filiar ao Partido Liberal.

Ana Paula buscou espaço dentro da base do governo como pré-candidata ao Senado| Foto: Ruber Couto
Atualmente, a segunda vice-presidência é ocupada pelo ex-prefeito de Ouvidor Onofre Galdino, enquanto a terceira está com a deputada federal Marussa Boldrin.
Diante da vacância na primeira vice-presidência, o diretório estadual deverá realizar uma eleição interna em até 60 dias para escolher um novo nome para o posto.
Nos bastidores do partido, um dos nomes citados é o do chefe de gabinete da vice-governadoria, Pedro Chaves.
Atualmente ele ocupa o cargo de tesoureiro adjunto do MDB.
Caso seja escolhido para a vice-presidência, também será necessária uma nova eleição interna para preencher a função que ele ocupa hoje na estrutura partidária.

Pedro Chaves | Foto: Reprodução / Redes sociais





