
A Folha Z foi alvo de críticas, ironias e tentativas de desqualificação ao revelar uma articulação que, segundo alguns, “não existia” ou seria fruto de precipitação jornalística.
O tempo, porém, segue sendo o melhor editor da política.
Nesta 2ª feira (5), a vereadora Aava Santiago oficializou sua filiação ao PSB e assumiu o comando do partido em Goiás, confirmando integralmente o movimento antecipado pelo jornal.
Prefeito de Recife
O convite partiu do presidente nacional do PSB, João Campos, prefeito reeleito do Recife, e foi formalizado longe dos holofotes locais, em reunião na capital pernambucana.
Não foi um gesto trivial.
Quando um partido entrega sua direção estadual a uma vereadora em exercício, o recado é claro: há projeto, há estratégia e há aposta.
O que muitos preferiram ignorar é que a política raramente acontece no ritmo das redes sociais.

Silêncio estratégico de Aava
Aava até poderia ter anunciado antes, mas escolheu o caminho mais comum, e mais eficiente, do jogo político: ouvir, medir forças, consultar aliados, escutar conselhos e observar o tabuleiro antes de mover a peça. Muita gente foi ouvida.
O silêncio, nesse caso, foi método, não recuo.
A troca do PSDB pelo PSB encerra um ciclo, mas não produz a ruptura que alguns tentaram vender.
Aava faz questão de manter alinhamento com o ex-governador Marconi Perillo e permanecer no mesmo campo político em Goiás, independentemente das definições futuras sobre palanques locais.
Leitura fria de cenário
O gesto revela maturidade e, sobretudo, leitura fria de cenário: romper pontes em ano pré-eleitoral costuma sair caro.
No plano nacional, o posicionamento é ainda mais explícito. Aava reafirma apoio ao presidente Lula e ao vice Geraldo Alckmin, reforçando o alinhamento com a base governista e com a identidade histórica do PSB.
Não há ambiguidade, há escolha.
Internamente, a filiação é tratada como movimento estratégico para 2026.
Aava chega como pré-candidata a deputada federal e assume o papel de reorganizar o PSB em Goiás, com foco na articulação municipal e na montagem de chapas competitivas.
O partido aposta nela como eixo de crescimento no Centro-Oeste.
Quando o bastidor vence
No fim das contas, o episódio diz menos sobre a mudança de legenda e mais sobre o funcionamento real da política.
Enquanto alguns comentavam, criticavam e apostavam no erro da apuração, a engrenagem seguia girando nos bastidores.
Folha Z apanhou por antecipar o fato. Hoje, os fatos batem à porta de quem preferiu desacreditar.
Na política, barulho não é poder.
Informação, sim.



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