O movimento em torno da pré-candidatura do senador Wilder Morrais ao governo deixa de ser gesto isolado e passa a expor disputa interna no campo bolsonarista em Goiás.
Quando um projeto político começa a gerar desgaste dentro do próprio grupo ideológico, o debate deixa de ser apenas eleitoral e passa a ser de controle de narrativa e de comando político.
ESTRATÉGIA DIRETO NA FONTE
Wilder, ao manter a agenda com Bolsonaro para o dia 14 e se mostrar irredutível, aposta claramente numa estratégia: tentar legitimar sua movimentação diretamente com a principal liderança do campo conservador.
É um atalho político.
Em vez de consolidar apoio regional 1º, ele busca a chancela da figura que tem maior poder de influência sobre a base.
O problema é que o entorno bolsonarista em Goiás não apresenta convergência.
Há resistência ao projeto, inclusive entre lideranças do próprio campo bolsonarista.
Ao mesmo tempo, existe núcleo que sustenta a movimentação.

🔷 QUEM ESTÁ RESISTENTE
▪️ Resistência à candidatura de Wilder
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Gustavo Gayer – deputado federal (PL)
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Daniel Agrobom – deputado federal (PL)
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Magda Mofatto – deputada federal (PL)
ANÚNCIO -
Vereadores do PL em Goiânia
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Vereadores do PL em Aparecida de Goiânia
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Vereadores do PL em Anápolis
▪️ Apoio à movimentação
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Major Araújo – deputado estadual
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Eduardo Prado – deputado estadual
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Grupo político em Rio Verde ligado a Lissauer
Esse racha revela algo maior: a direita goiana ainda não tem eixo unificado para 2026.
Diferente de outros momentos, quando a orientação nacional organizava o campo automaticamente, agora há múltiplos polos tentando ocupar o espaço de referência.
CANSAÇO NOS BASTIDORES
O fato de nomes de projeção nacional, como Flávio Bolsonaro, já não estarem empenhados em convencê-lo a recuar, e de lideranças do PL, como o senador Rogério Marinho, líder do partido no Senado, evitarem ampliar o desgaste, sugere cansaço político com a disputa interna.
Ninguém quer assumir o custo de conflito prolongado, mas também não há sinal de alinhamento.
O PESO DO DIA 14
O encontro do dia 14, portanto, ganha peso simbólico.
Mais do que decidir o destino pessoal de Wilder, ele pode indicar como Bolsonaro pretende se posicionar diante das disputas regionais: se atua como árbitro, se delega a solução aos estados ou se evita intervir diretamente.
No fundo, a “novela” não é apenas sobre uma candidatura.
É sobre quem tem autoridade para conduzir o campo bolsonarista em Goiás, se o comando vem de Brasília, de lideranças locais consolidadas ou de novos atores tentando se projetar.
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