
A eleição para a escolha do novo presidente da Câmara de Goiânia ainda está distante no calendário, mas já é tratada com naturalidade e cautela nos bastidores.
Não há gritaria pública, nem movimentos ostensivos.
O jogo acontece em tom baixo, como manda o manual do poder.
3 nomes, conforme apurado, começam a ganhar protagonismo real na disputa:

✅ Ronilson Reis (Solidariedade),
✅Thialu Guiotti (Avante) e
✅ Henrique Alves (MDB).
Nenhum deles se lança oficialmente, mas todos circulam, conversam e marcam presença onde importa.
A eleição está prevista para outubro, e até lá o ambiente seguirá sendo de observação e cálculo.

O OLHAR DO PAÇO
O prefeito Sandro Mabel acompanha tudo à distância curta.
Não interfere agora, não se antecipa, mas observa atentamente cada movimento, cada sinal e cada articulação.
O silêncio, neste caso, não é ausência, é método.
Há um ponto de convergência entre os 3 nomes que não passa despercebido: todos são da base do prefeito e todos devem apoiar a candidatura do atual presidente da Câmara, Romário Policarpo, a deputado estadual.
Isso cria campo comum e reduz, por ora, o nível de atrito.

ONDE SANDRO ENTRA — E ONDE NÃO ENTRA
Nos bastidores, Sandro Mabel já foi claro com ao menos 1 dos 3 pré-candidatos: só entra para valer na eleição da Mesa Diretora se perceber que Lucas Vergílio (MDB) ou Igor Franco (MDB) tiverem chance real de vencer.
E aqui está o ponto sensível.
Sandro não aceita nenhum dos 2 como presidente da Câmara.
Não trabalha com esse cenário e não pretende chancelá-lo.
Se um desses nomes crescer demais, aí sim o prefeito tende a entrar no jogo para barrar.
Fora isso, Sandro prefere não se expor.

O RISCO DA “CANETADA”
Há, contudo, um alerta claro circulando entre vereadores: se o prefeito tentar empurrar um nome “goela abaixo”, sem ouvir a base, a reação será imediata.
A Câmara não aceita imposição. A eleição da Mesa é, por natureza, coletiva, negociada e sensível.
Uma escolha unilateral, sem construção política, tem potencial de gerar uma confusão desnecessária, rachar a base e criar um problema que hoje simplesmente não existe.
O cenário, por ora, favorece quem sabe ouvir mais do que falar.
Ronilson, Thialu e Henrique jogam com o tempo, contam votos em silêncio e evitam movimentos precipitados. Sandro, por sua vez, espera o jogo mostrar suas cartas antes de agir.
A eleição da Câmara de Goiânia não será decidida no grito, nem no decreto.
Será resolvida no bastidor, e quem errar a leitura, paga o preço.
Quer receber notícias dos bastidores da política de Goiânia?
Você está convidado a fazer parte de um grupo altamente bem informado sobre os rumos da cidade!
**Mande uma mensagem para o **Whatsapp da Folha Z e se cadastre para ter as matérias especiais da Folha Z direto do seu celular.
É só adicionar o telefone do jornal à sua agenda e mandar o seu nome e a seguinte mensagem: “quero notícias da política de Goiânia”




Discussão sobre isso post