Rodrigo Augusto
O ex-prefeito Paulo do Vale segue como o principal fiador político da atual gestão em Rio Verde, mesmo fora do Executivo.
Ao afirmar que Wellington Carrijo, seu apadrinhado político, conduz a Prefeitura em “voo solo”, Paulo reforça discurso de autonomia administrativa, ao mesmo tempo em que preserva sua posição de referência e liderança nos bastidores.
O fiador do poder em Rio Verde
A mensagem é clara: Carrijo governa, mas sob a chancela política de quem construiu o projeto vencedor.
Com aprovação expressiva ao deixar a Prefeitura e após conseguir eleger o sucessor, Paulo do Vale se consolida hoje como o homem político mais forte de Rio Verde.
Poucos líderes locais reúnem, ao mesmo tempo, capital eleitoral, influência administrativa, trânsito estadual e estrutura financeira robusta.
A decisão de disputar vaga na Assembleia Legislativa de Goiás demonstra pragmatismo.

Embora pesquisas e o histórico eleitoral indiquem que Paulo do Vale teria musculatura política suficiente para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, a escolha foi por uma estratégia de médio prazo.
Ao apoiar o filho, Lucas do Vale, como pré-candidato a deputado federal, ele amplia o alcance do grupo político, projeta uma nova liderança no cenário nacional e consolida a presença da família no debate político para além do âmbito municipal.

O comando fora do gabinete
Ao mesmo tempo, ao se posicionar para a Assembleia Legislativa de Goiás, Paulo do Vale preserva para si uma função estratégica, mais conectada às bases eleitorais e ao cotidiano político de Rio Verde e da região Sudoeste.
No Legislativo estadual, ele mantém proximidade com prefeitos, vereadores e lideranças locais, reforçando influência direta sobre o território onde construiu sua força política e garantindo protagonismo nas decisões que impactam diretamente o município.

O comando fora do gabinete
Ao destacar a facilidade logística entre Rio Verde e Goiânia, Paulo do Vale também sinaliza disponibilidade permanente para atuar politicamente, seja como articulador, conselheiro ou operador de bastidores.
Isso reforça a percepção de que, mesmo fora da Prefeitura, ele continua sendo um dos principais polos de decisão da política local.
Portas abertas para 2028
Por fim, embora não verbalizada oficialmente, a possibilidade de retorno ao Executivo municipal em 2028 permanece no radar do meio político.
Com capital político preservado e influência, por ora, intacta , Paulo do Vale mantém todas as portas abertas.
Seu movimento atual parece menos um encerramento de ciclo e mais reorganização estratégica, típica de quem ainda joga o jogo político pensando no longo prazo.





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