
10 peritos criminais da PF analisam material encaminhado pela Polícia Civil
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro ainda não enviou à Polícia Federal as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes que participaram da Operação Contenção.
A megaoperação foi realizada em 28 de outubro de 2025 e contou com a participação de cerca de 2,5 mil policiais militares e civis nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.
Em março, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que as polícias Civil e Militar enviassem o material audiovisual para perícia da Polícia Federal.

Operação Contenção deixou 119 mortos. Entre eles,4 policiais Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Com 119 mortos, entre eles 4 policiais, a Operação Contenção ficou conhecida como a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a perícia tem sido realizada com base apenas no material encaminhado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Ao todo, 10 peritos criminais federais atuam na análise das imagens para verificar possíveis irregularidades durante a ação policial.
Em ofício enviado ao Supremo, Rodrigues solicitou mais prazo para a conclusão dos trabalhos e informou que serão necessários 90 dias adicionais para avaliar o material encaminhado pela Polícia Civil.
O diretor-geral argumentou ainda que o prazo inicial de 15 dias, estabelecido na decisão do ministro Alexandre de Moraes, seria inviável diante das condições de trabalho.

Operação Contenção é a mais letal já realizada no RJ | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A investigação sobre a legalidade da Operação Contenção ocorre no âmbito da chamada ADPF 635, ação em que o Supremo já determinou diversas medidas voltadas à redução da letalidade em operações policiais nas comunidades do Rio de Janeiro.






