
Rodrigo Augusto
Retratos de um homem despedaçado.
Essa foi minha primeira impressão ao receber as fotos do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, no meio da tarde desta sexta-feira (27).
As imagens, capturadas pelo olhar atento de uma fonte durante um evento em Cachoeira Dourada, falam por si.
Não é para menos.
Dione perdeu dois netos ainda crianças de maneira inesperada e igualmente bárbara.
A dor ainda não saiu do coração.

Dione vive a dor de perder dois netos ainda crianças | Fotos: Leitor Folha Z
A face de Dione ilustra uma tristeza profunda, saudade e, atrevo-me a dizer, questionamentos internos.
A tragédia que parou Itumbiara e ganhou repercussão em todo o Brasil ainda está presente em Dione.
Que Deus, para os que acreditam, possa dar força diária para que o avô siga pela estrada que perdeu o brilho, a alegria e a luz que os dois meninos irradiavam.
“A saudade é o amor que fica”, escreveu Carlos Drummond de Andrade.
Outra frase, sem autoria definida, diz:
“Os avós seguram as mãos dos netos por um tempo, mas guardam seus corações para sempre.”
Mais uma vez me atrevo a dizer que Dione, neste momento, queria apenas o abraço, a gargalhada, as travessuras e os beijos dos netos.
As palavras não serão suficientes para confortar não apenas Dione, mas também toda a família, inesperadamente destroçada pela partida de duas crianças que tinham um caminho inteiro pela frente.
Nem mesmo o tempo conseguirá preencher o vazio.
Ficaram a saudade, as expectativas interrompidas e, sobretudo, o retrato de um homem despedaçado.

A face de Dione Araújo expressa a dor no coração de um avô apaixonado pelos netos | Foto: Leitor Folha Z






