Fabrício Rosa e Julio Pina
Fabrício Rosa e Julio Pina | Foto: Reprodução

Fabrício Rosa critica Júlio Pina, cobra apoio a Lula e rejeita aliança com Caiado

“Não faz sentido abrigar”, diz Fabrício ao rejeitar deputado na chapa


O vereador Fabrício Rosa (PT) é contra a chegada do deputado estadual Júlio Pina ao PV, partido que integra a federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e o PV.

O petista é 1º suplente da chapa Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e vai tentar disputar a cadeira novamente nas eleições de 2026.

Julio Pina foi eleito pelo PRTB, mas estava no Solidariedade que também está em Federação com o PRD e terá 5 deputados na corrida pela reeleição.

A federação Brasil da Esperança conta apenas com 3: Antônio Gomide, Bia de Lima e Mauro Rubem, todos do PT.

Justificativa de Fabrício Rosa

Conforme Fabrício, ele é contra a chegada porque entende que a federação não é apenas arranjo eleitoral, “ela representa projeto político de país e de estado, comprometido com o campo progressista, com a democracia e com a defesa dos direitos sociais”.

O petista diz não enxergar isso no deputado estadual Júlio Pina.

“Ele demonstra alinhamento consistente com o governo de Ronaldo Caiado, inclusive em pautas que prejudicam diretamente a população, como a reestruturação do Ipasgo, a redução de investimentos na educação e a lógica de privatização de serviços públicos, como no caso da Saneago”, disse o vereador à Folha Z.

“Não apoia Lula”

Fabrício Rosa avalia ainda que o deputado estadual não apoia o presidente Lula (PT) em sua pré-candidatura à reeleição, por isso avalia que a chapa de deputados estaduais e federais deve ser espaço de “coerência política e pragmática”.

“Não faz sentido abrigar, por cálculo eleitoral, alguém que historicamente vota contra os interesses populares e está alinhado a projeto conservador e não apoia as pautas que são fundamentais para a federação”, pontuou.

Cristiano Cunha

O presidente do PV em Goiás, Cristiano Cunha, reitera que Julio Pina está bastante encaminhado com o partido.

Segundo ele, os partidos mantêm autonomia na federação e, enquanto não estiver filiado, Pina não estará sujeito às diretrizes da legenda.

Ele cita ainda que não há definição sobre candidatura majoritária no grupo, portanto, não há o que restringir sobre os posicionamentos do deputado estadual.


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