Pai mata filho de 2 anos afogado em córrego após briga por ciúmes
O homem foi condenado a 28 anos de prisão | Foto: Corpo de Bombeiros

Pai mata filho de 2 anos afogado em córrego após briga por ciúmes

“Vou matar nosso filho.”

A frase, carregada de ódio e insanidade, ecoa até hoje na memória de Juliana Ferreira da Silva, mãe do pequeno Enzo Gabriel, de apenas 2 anos, brutalmente assassinado pelo próprio pai.

Os nomes da mãe e da criança foram trocados por nomes fictícios nesta reportagem para preservar a identidade e a memória dos envolvidos.

Foi a última ameaça antes do pior: o corpo do menino seria encontrado horas depois, boiando nas águas de um córrego, nos fundos da casa da família, no Jardim Ibirapuera, em Aparecida de Goiânia.

A dor de Juliana é impossível de dimensionar.

Na madrugada de 7 de janeiro de 2024, ela viveu o maior pesadelo que uma mãe pode enfrentar: ver o pai do seu filho transformado em monstro, em algo incapaz de qualquer traço de humanidade.

Nesta 5ª feira (15), a Justiça pronunciou o veredito.

Lucas de Oliveira Guerra foi condenado a 28 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e violência doméstica.

A sentença é do juiz Leonardo Fleury Curado Dias, que classificou o assassinato como um ato “vil e repugnante, demonstrando total desprezo pela vida humana”.

Assassinato premeditado em Aparecida

A tragédia começou após uma discussão motivada por ciúmes.

Lucas agrediu Juliana com violência.

Em seguida, pegou o filho nos braços e correu para o fundo da residência, onde havia um córrego.

“Se você chamar a polícia, eu mato nosso filho.”

Foi a ameaça fria. E, diante da impotência da mãe, ele cumpriu o que disse.

Horas depois, Enzo estava morto.

O pai ainda tentou argumentar que tudo não passou de um acidente: disse que caiu ao tentar atravessar o córrego com a criança.

Mas o laudo e as provas do processo desmentiram a versão.

O juiz reconheceu que o crime foi cometido com motivo fútil, meio cruel, sem chance de defesa para a vítima e contra uma criança menor de 14 anos.

Premeditação e vingança

Durante a sentença, o magistrado destacou que Lucas era plenamente capaz de entender seus atos.

E mais: o assassinato foi uma forma calculada de ferir emocionalmente a mãe da criança, como se tirar a vida do próprio filho fosse uma forma de vingança.

A Justiça entendeu que não havia acidente, dúvida ou arrependimento.

Havia frieza.

Havia crueldade.

A defesa de Lucas de Oliveira Guerra informou que irá recorrer da decisão.

Mas, para Juliana, nenhuma sentença poderá devolver o sorriso de Enzo.

O que fica agora é a lembrança e a luta para que nenhuma outra criança tenha o mesmo destino.


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