
“A vereadora não foi eleita sozinha. Precisou dos votos da sigla e do apoio financeiro do partido.”
A declaração é do deputado estadual Gustavo Sebba, presidente em exercício do PSDB em Goiás, ao explicar o pedido do partido à Justiça Eleitoral pelo mandato da vereadora de Goiânia Aava Santiago.
A ação foi apresentada após a parlamentar se filiar ao PSB antes da janela partidária para vereadores, prevista para março de 2028.
O pedido foi protocolado junto com o presidente do PSDB em Goiânia, Matheus Ribeiro.
Segundo Gustavo Sebba, nas eleições proporcionais o mandato é vinculado ao partido.
Nas eleições de 2024, Aava teve 10.482 votos, sendo a mulher mais votada da história da Câmara de Goiânia.
O total correspondeu a 57,1% do quociente eleitoral daquele pleito.
O número mínimo de votos por partido para eleger um vereador foi de 18.346.
A federação formada por PSDB e Cidadania somou 27.942 votos, elegendo uma vaga pelo quociente e outra nas sobras, com média de 9.173 votos.
Gustavo Sebba afirmou que o pedido não é uma questão pessoal contra a vereadora.
“Não é ela. Poderia ser qualquer vereador, A, B, C. De qualquer gênero”, disse.
O deputado também citou o caso da deputada federal Lêda Borges.
Eleita pelo PSDB em 2022, ela anunciou a saída do partido apenas na abertura da janela partidária deste ano.
Segundo Sebba, mesmo após se distanciar da legenda, a parlamentar aguardou o período previsto em lei para formalizar a mudança.
Ela é citada em articulações para integrar uma chapa do Republicanos nas próximas eleições.
“A vereadora não foi eleita sozinha. Precisou dos votos da sigla e do apoio financeiro do partido.” A declaração é do deputado estadual Gustavo Sebba ao explicar o pedido do partido à Justiça Eleitoral pelo mandato da vereadora de Goiânia Aava Santiago. pic.twitter.com/MXSM9P9oIs
— Jornal Folha Z (@FolhaZ) March 11, 2026





