
A advogada e candidata a deputada estadual Fernanda Sarelli revelou, em entrevista à Folha Z, que recebeu relatos de mulheres que afirmam ter sido vítimas de assédio dentro de templos religiosos em Aparecida de Goiânia.
Segundo a candidata, os relatos envolvem pastores, obreiros e outros integrantes da liderança religiosa.
Sarelli afirma que já levou 5 casos às autoridades e defende que situações desse tipo sejam investigadas pela Justiça.
Sem citar nomes de líderes ou denominações, Fernanda Sarelli contou ao jornalista Guilherme Coelho que algumas mulheres teriam sido chamadas por integrantes da liderança religiosa para conversas particulares.
Segundo ela, os relatos incluem abordagens de cunho sexual e contatos físicos sem consentimento.
“Eles ligam para as mulheres, chamam na igreja, pedem para falar, dizem que Deus mandou, assediam, tocam e passam as mãos nas partes íntimas das mulheres”, afirmou.
A advogada diz que decidiu encaminhar os relatos após as mulheres procurarem ajuda.
Pedido envolvendo filha de vítima
Além dos relatos de assédio, Fernanda Sarelli contou outro episódio que, segundo ela, chamou sua atenção.
De acordo com a advogada, uma mulher teria relatado que um líder religioso pediu a tutela de sua filha.
A justificativa apresentada, ainda segundo Sarelli, seria para que a fiel pudesse “ter a obra na casa dela”.
O relato também teria sido encaminhado para providências.
Sarelli afirma que as situações relatadas por essas mulheres foram levadas às autoridades competentes.
Como se tratam de denúncias, os casos dependem de apuração pelos órgãos responsáveis e não representam, por si só, comprovação das acusações.
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