A 1ª dama de Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil), defendeu a formação de uma chapa governista tradicional para as eleições de 2026, composta por um candidato a governador, um vice e 2 nomes para o Senado.
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A declaração foi feita em entrevista exclusiva à Folha Z, após o evento de lançamento da pré-campanha presidencial do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), realizado no Centro de Convenções de Salvador.
Para Gracinha, a pulverização de candidaturas ao Senado dentro da mesma base pode prejudicar o desempenho eleitoral, como ocorreu em 2022.
“Eu acho que quando você lança mais de dois candidatos, pode acarretar em um problema, como aconteceu na eleição passada. Todos os pré-candidatos deveriam se unir e apoiar quem estiver mais bem avaliado”, afirmou.
A 1ª dama também destacou que, além dos 2 candidatos, cada um deve ter seus respectivos 1º e 2º suplentes, seguindo o formato tradicional das disputas ao Senado.
Decisão nas mãos de Daniel Vilela
Apesar da posição de Gracinha, segundo interlocutores de Caiado, a decisão final sobre a estratégia da base governista será do vice-governador Daniel Vilela (MDB).
Ele deve assumir o comando do Estado em abril de 2026, quando Caiado vai se desincompatibilizar do cargo para focar na candidatura à presidência da República.
Caberá ao emedebista e ao seu grupo decidir se a base governista lançará apenas 2 ou mais candidatos para disputar as duas vagas ao Senado disponíveis para o Estado
Até o momento, ao menos 4 são cotados na base para essa disputa:
- Gracinha Caiado
- Alexandre Baldy (Progressistas) – presidente da Agehab
- Dr. Zacharias Calil (União Brasil) – deputado federal
- Vanderlan Cardoso (PSD) – senador
Nos bastidores, o nome do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), também é mencionado como possível pré-candidato.
Lições da eleição de 2022
O receio de repetir os erros de 2022 é um dos principais argumentos da 1ª dama.
Naquela eleição, a base de Caiado lançou 3 candidatos ao Senado: Delegado Waldir, Alexandre Baldy e Vilmar Rocha.
O resultado fragmentado levou à derrota do grupo.
Waldir ficou em 3º lugar, com 17,04% dos votos, atrás de Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB). Baldy e Vilmar obtiveram, respectivamente, 12,84% e 1,77%.
Somados, os 3 candidatos da base alcançaram 31,65%, número superior aos 25,25% que garantiram a vitória de Wilder Morais.
Essa experiência reforça, segundo Gracinha, a importância de uma candidatura unificada para evitar uma nova divisão de votos entre aliados.
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