Alta Velocidade – Dobradinha da Mercedes e reação da Red Bull

Rafael Schelb é músico e entusiasta da Fórmula 1 (rafaelschelb@hotmail.com)
Rafael Schelb é músico e entusiasta da Fórmula 1 ([email protected])

A segunda etapa da temporada de 2014 da Fórmula 1, disputada na Malásia, no último final de semana, trouxe a confirmação da supremacia da Mercedes, a reação da Red Bull, e algumas polêmicas.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg não tomaram conhecimento da concorrência e fizeram a primeira dobradinha do ano, com ampla vantagem para o terceiro colocado, Sebastian Vettel, da Red Bull. Hamilton chega à sua vigésima terceira vitória e se iguala ao tricampeão Nélson Piquet.

A corrida, ao contrário do treino classificatório, começou com tempo seco, e logo de cara alguns carros já tiveram problemas, como o Force India, de Sergio Pérez, e o Red Bull, de Daniel Ricciardo. Logo na largada, Hamilton e Rosberg pularam na frente, enquanto Vettel perdia posições. Ricciardo, Alonso, Hülkenberg, Räikkönen, Magnussen e Button vinham logo em sequência.

Acidentes

A corrida foi marcada por acidentes logo no início, com Magnussen e Räikkönen se tocando, e Maldonado e Bianchi também. O acidente entre os pilotos da Lotus e Marussia foi investigado e Bianchi, culpado, foi punido com um “stop & go”. Maldonado, no entanto, não conseguiu ir muito longe, com seu Lotus mais uma vez apresentando problemas.

Felipe Massa vinha bem na prova, conquistando posições, enquanto era seguido de perto por seu companheiro Bottas, enquanto na frente Vettel recuperava o terceiro posto e Rosberg esboçava um ataque sobre seu companheiro, que liderava a prova.

Nesse momento começa a primeira rodada de pit stops, na qual a maioria dos pilotos opta pelos pneus médios (os mais macios disponíveis), enquanto Räikkönen, que havia caído para o fundo do pelotão depois de seu toque com Magnussen, escolhe os pneus duros, na tentativa de fazer um stint mais longo e recuperar posições.

Embora os ponteiros tenham perdidos suas posições, logo elas são recuperadas e a ordem é reestabelecida, com as Mercedes na ponta e abrindo cada vez mais distância do pelotão. Vettel, Ricciardo, Alonso e Hülkenberg vinham atrás, seguidos de Button, Massa Bottas e Kvyat, que vinha numa luta frenética.

A segunda rodada de pit stops foi aberta por Alonso na volta 28, com pessoal que vinha atrás da Mercedes indo primeiro. Enquanto isso, a briga vinha boa no meio, com Kobayashi lutando com Grosjean pela 12ª posição. Logo depois os ponteiros pararam, seguidos pelo pelotão intermediário. Após a segunda rodada, a ordem era praticamente a mesma, à exceção de Hülkenberg, que vinha em quarto, mas não havia parado.

Mais paradas

E então começa uma sequência de abandonos: além de Maldonado, Sutil e Gutiérrez param, deixando a Sauber de fora da prova. A corrida vinha sem mudanças, entediante até, quando na volta 40 começa nova rodada de pit stops – a prova de que a corrida estava realmente chata é o fato de que a maioria das ações dignas de nota aconteceu nos boxes. Ricciardo entra para trocar seus pneus, mas uma roda foi mal colocada o obrigando a parar e os mecânicos puxarem de volta o carro pra a o box da equipe e apertar a roda corretamente. Obviamente isso resulta numa punição e o australiano foi obrigado a cumprir um “stop & go”.

Na frente, Hamilton seguia firme e forte rumo à vitória, enquanto, mais atrás, Massa e Bottas vinham na briga e aí entra a maior polêmica do fim de semana. A Williams avisa ao brasileiro que seu companheiro está mais rápido, o mesmo “faster than you” de 2010 na Ferrari. Mas dessa vez Felipe ignora a ordem e não cede a posição ao finlandês.

No fim, Alonso supera Hülkenberg e a ordem é mantida até a bandeirada, com Hamilton conseguindo sua primeira vitória no ano, seguido por Rosberg e Vettel.

Rafael Schelb é músico e entusiasta da Fórmula 1. A coluna Alta Velocidade é publicada no portal Folha Z sempre após os GPs da Fórmula 1

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